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Mostrando postagens de Agosto, 2009

Heranças à Esquerda 14

O marxismo soviétivo: A discussão Liberman Evsei Liberman era um professor de economia da Universidade de Kharkov. Ele publicou um artigo no Pravda, no dia 9 de setembro de 1962, que chocou o mundo comunista. Defendia a idéia de que o lucro pode ser um elemento motor da economia. Propunha a reintrodução do lucro, e de outros mecanismos do mercado, na economia da URSS. Aliás, ia além: sugeria que o lucro poderia servir como um parâmetro para medir a eficiência das empresas. Esse artigo iniciou um debate que ficou conhecido como “a discussão Liberman” e está na raiz das tentativas de reforma econômica feita em 1965 e na posterior perestroika de Mikhail Gorbachev. A base do planejamento econômico do estado soviético era uma espécie de ministério do planejamento, denominado Gosplan. Esse organismo elaborava os planos qüinqüenais e o decompunha em metas localizadas, rigidamente controladas, que eram repassadas às unidades produtivas, fossem elas fazendas ou fábricas. A tarefa-plano era

A judicialização da política

Uma coisa a evitar: a judicialização da política. Em primeiro lugar por uma questão de princípios. Em segundo, porque a justiça brasileira evidencia, atualmente, um comprometimento partidarizado inconveniente. A ameaça surge do PSDB, que ameaça impetrar um mandado de segurança no STF para garantir a possibilidade de votar as ações contra Sarney em plenário. Ora , mandato de segurança, ao que me consta, é um instrumento de proteção de direitos que são, via de regra, óbvios. É um ato que demanda a precisão da entidade coatora, seja ele evocado ou não em nome do periculum in mora – evidência de um perigo iminente que seria irreparável. Judicializar a política é jogo sujo e perigoso, que só demonstra a leviandade do PSDB, do DEM e do Senado enquanto instuição política.

A derrota do PLD no Japão

A fragorosa derrota de ontem do Partido Liberal Democrata (PLD), depois de 54 anos no poder, no Japão, constitui, de fato, uma novidade. Um evento maior, digamos assim, da política internacional. Após a derrota, o primeiro-ministro Taro Aso anunciou sua renúncia como líder do partido reconhecendo a derrota para o Partido Democrata do Japão (PDJ), o qual conquistou 320 das 480 cadeiras do parlamento. , impondo uma derrota sem precedentes ao Partido Liberal Democrata (PLD). Taro Asso, não conseguiu manter a performance de Junichiro Koizumi, que comentamos aqui , aqui , aqui , aqui e aqui . Tempos de crise, novos tempos, novos “mores”.

Websfera árabe: o NagaTube

A websfera árabe já tem seu YouTube. É o NagaTube , sediado na Arábia Saudita mas que está se espalhando rapidamente por toda a arabofonia. Isso apesar do site só admitir “vídeos seguros”, infelizmente, o que significa não permitir conteúdo que traga mulheres, música e crítica política.

The Chewbacca Defense: a estratégia de Duciomar

Estratégias para governos: The chewbacca defense. Assim chama-se a estratégia do prefeito Duciomar. Se ele reaparece poderemos indagar. The chewbacca defense é um ícone da crítica política pop e tema de trabalhos em cultural studies nos EUA. Foi criada e popularizada na série Central Park. Num dos episódios, a série satiriza a estratégia de defesa usada, na vida real, para inocentar o esportista OJ Simpson quando ele foi acusado de assassinar a esposa. A base dessa estratégia é confundir, deliberadamente e com extremo sinismo, o júri. Tal como Duciomnar Costa faz com todos, tal como ele procede nos debates eleitorais. The chewbacca defense é a cara do prefeito falsário.

31 de Agosto

Porque julho e agosto, que são meses sucessivos, têm, ambos, 31 dias? A história é a seguinte: no calendário romano, que vigiu até 47 a .C., o ano começava em março, com a primavera, o que faz de julho o quinto mês. Por isso, ele era chamado Quintilius. Agosto, o sexto mês, era Sextilius. Com a reforma do calendário promovida por Júlio César, decidiu-se chamar o Quintilius de Julius, homenagem ao primeiro imperador. Essa mesma reforma determinou que os meses teriam, sucessivamente, 30 e 31 dias. Julius tinha 31. Anos mais tarde decidiu-se mudar o nome do Sextilius para o homenagear Octávio, por cujo título, Augustus, exigia ser tratado. Então Sextilius virou Augustus, agosto. Só que agosto tinha 30 dias, o que acabava sendo uma desvantagem em relação a Julius e, simbolicamente, algo inadimissível. A solução foi acrescentar mais um dia ao mês.

Poemas de domingo 4

Poemas para aqueles que, como eu, lamentam os domingos Manias O mundo é velha cena ensanguentada, Coberta de remendos, picaresca; A vida é chula farsa assobiada, Ou selvagem tragédia romanesca. Eu sei um bom rapaz, - hoje uma ossada, - Que amava certa dama pedantesca, Perversíssima, esquálida e chagada, Mas cheia de jactância quixotesca. Aos domingos a deia já rugosa, Concedia-lhe o braço, com preguiça, E o dengue, em atitude receosa, Na sujeição canina mais submissa, Levava na tremente mão nervosa, O livro com que a amante ia ouvir missa! Cesário Verde

Colóquio Foucault

VI Colóquio internacional Michel Foucault . Imperdível - para os foucauldianos. Tema central: Foucault, filosofia e política. De 19 a 22 de outubro de 2009, na UFRJ. Aproveito para deixar aos foucauldianos (comme moizinho aqui) o endereço do fabuloso Archives Foucault .

Heranças à Esquerda 13

O marxismo soviético: A economia planificada O modelo econômico soviético ficou associado, sobretudo, ao modelo do planejamento de estado e dos planos qüinqüenais, com o qual, após a NEP, a URSS consegiu um padrão de industrialização acelerada que assombrou a história.. Alguns analistas sugerem que a URSS, por meio da planificação da economia e de sua opção pela industrialização acelerada, recuperou, em duas décadas, mais de cem anos de atraso em relação à Europa ocidental. O 1o Plano Qüinqüenal (1929-33) iniciou um processo de transformação vertiginosa da sociedade soviética. Projeções grandiosas de crescimentos de alguns setores em até 30% anuais se tornaram realidade com base num espírito de grande aventura que envolvia e comovia grande parte da sociedade. E isso bem no auge da grande depressão ocidental de 1929. Oito mil indústrias surgiram na década de 1930. As despesas militares foram semelhantes às da Alemanha entre 1933 e 1938 e praticamente três vezes maiores que as da Franç

A cautela de Sarkozy

Outra notícia interessante de ontem foi que Sarkozy, o presidente da França, deu posse a uma comissão cujo objetivo é identificar as áreas prioritárias que serão financiadas por um empréstimo contraído pelo país. A comissão é presidida conjuntamente por dois ex-ministros, Michel Rocard e Alan Juppé. Nunca vi governos fazerem isso. Dar a uma comissão, de mão beijada, a escolha sobre investimentos. Por que Sarkozy o fez? Pela crise, certamente. Misteriosa crise, que inspira prudência aos cautos. Porém, ainda assim, é estranho. O governo de Sarkozy tem sido lamentável do ponto de vista social: menos escola, saúde e segurança. Porém, tem feito três apostas corajosas: economia do conhecimento, competitividade das empresas e tecnologia de inovação em três setores: nanotecnologias, biotecnologias e novas energias.

Homi Bhabha para colonizados

O trabalho de Homi Bhabha é influenciado pela psicanálise e pelos estudos literários, dentro da perspectiva dos cultural studies. Bhabha sugere que o outro não é um ser externo ao eu, mas uma projeção do incognoscível e do irrealizável, que permanentemente corroem a unidade e a plenitude de toda identidade, de todo próprio, de toda ética, de todo eu. Fora da escala do ser individual, passando à escala do ser social, esse processo representa a relação conflituosa entre projetos de coesão (por exemplo, a coesão nacional) e os retalhos de uma realidade marcada pela diáspora e pela diversidade. Amazônidas que somos, colonizados que somos, precisamos fazer nossa "autoetnografia". Recuperar os sons e a fúria da nossa diáspora identitária. Precisamos externalizar a visão que temos de nosso colonizador.

Ainda não acabou

Inacreditável. Um dia depois de ver o Suplicy levantando aquele cartão vermelho, me deparo com uma notícia, no portal da Reuters , que mostra Antonio Palocci, candidato do PT ao governo de São Paulo, defendendo a diminuição do estado. É constrangimento atrás de constrangimento. A temporada aberta pelo Mercadante não está acabando. O cartão vermelho do Suplicy foi uma “situação goiaba”, a coisa mais extemporânea, mais deslocada, que já vi. Senti vergonha “alheia” – aquela que a gente sente quando outra pessoa faz uma goiabice dessas – mas pensei comigo “vai passar, vamos todos dormir e amanhã terá passado”. Mas... agora isto? Não há problema em falar sobre “diminuição do Estado”, a princípio, porque o Estado tem que ser operante e funcional, e qualquer sandeu planeja com base no orçamento (quer dizer, quase qualquer sandeu). Porém, é preciso, sempre, esclarecer muito bem sobre o que se está falando. “Diminuir o estado” é uma expressão que pertence ao campo semântico do chamado “tucanês”

Só pra não esquecer do Irã...

Farrokhroo Parsa foi ministra da educação no Irã. Feminista, intelectual e militante política de grandeza, recusou-se a usar o chador, o véu iraniano. Foi fuzilada em 1980 pelo regime do ayatollah Khomeini, cidadão que considerava a atividade política das mulheres equivalente a prostituição. Não esqueçamos do Irã.

A reforma da saúde nos EUA

Obama perdeu 15 pontos nas últimas semanas. De 60% de aprovação para 15%. A razão disso não é, ao contrário dos que os folharões de lá e daqui publicam, sua política de saúde. É, na verdade, a campanha de desinformação que esses folharões vêm movendo sobre o assunto. Inventaram que Obama está querende criar um “Comitê da Morte”, o qual decidiria sobre quais idosos receberiam tratamente e quais seriam deixados ao léu. Isso é mentira. A verdade sobre o assunto é a seguinte: Situação da saúde nos EUA? O país gasta 18% do seu PIB na saúde. É muito dinheiro no cenário de um país ocidental rico (a França, por exemplo, gasta 11,5%). Ocorre que esse investimento é mal planejado e socialmente mal repartido. 46 milhões de americanos (16% da população) não estão cobertos por um plano de saúde, público ou privado. Uma das bandeiras políticas de Obama é mudar esse sistema. Seu projeto é fraco, tem uma aura neoliberal e, se comparado aos sistemas de saúde dos países europeus é “minimalista”. Porém

350 livrarias

A jornalista Gisele Teixeira , que hoje vive em Buenos Aires , relaciona 350 livrarias nessa cidade. Quase uma para cada dia do ano. Reza o mito que é um número maior que todas as livrarias (de fato) do Brasil. Confirma-se, porém, que, em alguns bairros, há mais livrarias que em Santiago do Chile e que só na avenida Corrientes há mais livrarias que em todo o Peru. E olha que não é qualquer livraria. Na foto El Ateneo, onde eu mesmo já me perdi duas vezes. O texto da Gisele está no blog do Noblat.

Estratégia americana

Muito bom o artigo de Manuel Cambesses Júnior, coronel-aviador, conferencista da Escola Superior de Guerra, no Monitor Mercantil do último dia 25. Trata da estratégia política dos EUA em relação ao Brasil. Essa estratégia, segundo o autor, poderia ser resumida nos seguintes movimentos: Preservar a aproximação com o Brasil, aumentar a sua influência sobre a elite brasileira, convencê-la da inevitabilidade, irresistibilidade e dos benefícios da influência hegemônica e da liderança norte-americana no hemisfério. Cooperar para que o país se mantenha como ponto de equilíbrio ao sul, mas que ao mesmo tempo não se desenvolva, econômica e militarmente, em níveis que possam torná-lo competitivo com os Estados Unidos, em termos de influência econômica e política, na região do Hemisfério Ocidental. Cambesses Júnior ressalta que um aspecto dessa estratégia “tem sido convencer a sociedade e o governo brasileiro da ‘culpa exclusiva’ brasileira pela s

Twitter belt sushi

Eis uma boa explicação do que é o Twitter, dada pelo prof Henri Kaufman . Trata-se de comparar o Twitter a um Conveyor Belt Sushi? A quê? Àquele sistema japonês de restaurantes onde nos instalam em balcões que, à nossa frente, têm esteiras rolantes que desfilam todo tipo de comida, sempre em pratinhos pequenos. Sopas, sushis, saquê, sobremesa. O preço é dado de acordo com a cor do pratinho que leva o alimento, facilitando a vida de todo mundo. O Twitter, segundo Kaufman, é semelhante: um fluxo de informação que passa à nossa frente em pratinhos minúsculos. A única diferença, para Kaufman, é a seguinte: enquanto no Twitter não um mecanismo de “reciclagem de informação”, em alguns desses restaurantes há um mecanismo que lê uma partícula eletrônica colocada ao lado do prato que informa o tempo em que ele está na esteira e precisa ser substituído.

Cansei do PiG

Como sabem, participo da campanha nacional cívica pelo desmascaramento do que se convencionou chamar de PiG, Partido da Imprensa Golpista. O PiG reúne os grandes veículos de comunicação – empresas jornalísticas, televisivas, radiofônicas, algumas agências de publicidade, alguns portais, algumas empresas de out-door e editoras de revistas – aos setores de uma elite cuja melhor representação política é a aliança do DEM com o PSDB – o PSDBEM (Partido Para Ser Dar bem). O PiG ocorre a nível nacional mas, também, aqui no Pará, e os fatos estão aí, impressos todos os dias, apalavrados ao rádio e randomizados na tv. Pois trata-se de bois que se nomeiam a si e que portam sinetes. Suas alianças com o judiciário são notórias. Com banqueiros, empresários e com banqueiros-empresários também. Pois bem, temos que falar sempre sobre o PiG, porque ele está, nestas últimas semanas, nas ramas da sua loucura. O que se vê na mídia, nestes últimos dias, é uma sucessão de denúncias destrambelhadas e abs

Reader's Digest perto da falência

Li há pouco que o Reader’s Digest está indo à falência. O que se vai é mais que uma revista chata, é a bíblia do american way of life, porque nos «episódios da vida real» ali narrados, condesados que nem leite condensado, ia e vinha a maneira como os americanos se enxergam. Ainda hoje são 100 milhões de exemplares, em 19 línguas e em 48 países. A edição brasileira circula desde 1941. O problema, acho que todos concordam, é o anacronismo da publicação.

Estranhas estatísticas

Segundo o Daily Mail , durante a sua vida um cidadão britânico consome, em média, os seguintes entrudos: 74.802 chávenas de chá 5.272 maçãs 10.000 barras de chocolate 7.500 litros de leite Segundo o mesmo jornal, durante uma vida média os britânicos: têm uma esperança de vida de 78,5 anos ou 2.475.576.000 de segundos dizem 123.205.750 palavras temos 4.239 relações sexuais derramam 60 litros de lágrimas têm 1.700 amizades tomam 7.163 banhos sonham 104.390 vezes comem 4,5 vacas cada um devoram 1.201 frangos engolem 2.327 quilos de batatas expelem 35.815 litros de gases pestilentos gastam 656 sabonetes usam 276 tubos de pastas de dentes usam 272 desodorantes usam 198 frascos de shampoo bebem 5.100 litros de cerveja emborcam 1.694 garrafas de vinho produzem 149 litros de vômitos fazem 59 viagens de férias

Mais sobre a crise

Ainda hoje, quase um ano depois dessa confusão começar, parece que a única coisa que importa realmente, do ponto de vista dos estados, é conter a crise de especulação sobre a crise, mas não, verdadeiramente, a crise. Até começar a crise o banco central dos EUA tinha três funções básicas: recolher as reservas legais dos bancos, comprar títulos da dívida pública para financiar o programa do governo e indicar uma taxa de juros que limitasse a inflação. Com a crise, passou a tomar o lugar dos bancos, emprestando dinheiro às empresas, particularmente empréstimos de curto prazo. Mais do que isso, começou a comprar títulos hipotecários e, assim, a salvar bancos de investimento e a ofertar empréstimos para garantir operações financeiras. Fazendo tudo isso o Fed, mas na verdade o governo dos EUA, garantiu uma sobrevida às empresas e bancos auxiliados. Sobrevida, veja-se bem. Todos eles estão condenados à morte e vão morrer. O que os EUA fizeram foi adiar esse processo para evitar que outras e

Sair da crise à custa do desemprego

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) vê a luz ao fim do túnel. No seu relatório de junho anuncia que a fase de “contração” das economias primeiro-mundistas está sendo superada. É excessivo seu otimismo. Baseia-se numa análise da dupla dinâmica EUA-Japão, que prevêem crescimentos, respectivamente, de 0,9 e 0,7% quando se previa estagnação, no primeiro, e crescimento de 0,5 no segundo. Talvez mova pensamentos sobre a China, que, como se sabe, crescerá 7% em 2009. Ocorre que, na Comunidade Européia, a contração da economia será de 4,8%. E, além disso, há-se de lembrar dos dados sobre o emprego, obliterados pela antigamente heróica OCDE. Nos EUA e no Japão a economia volta a crescer mas a previsão é que aumente o desemprego. Nos EUA a taxa de desemprego foi de 5,8% em 2008. Deverá ser de 9,3% neste ano e 10,1% no ano que vem. No Japão também aumenta o desemprego e na Europa também (de 7,5% em 2008 para 10% em 2009 e 12% em 2010). Só para entender direitinho: e

A Jerusalém

À Jerusalém Em Jerusalém, quero dizer no interior Das velhas partidas, Ando de um tempo em direção a outro Sem uma lembrança Que me oriente. Lá os profetas se dividem A história do sagrado... Eles sobem aos céus E retornam menos abatidos e menos tristes, Pois o amor E a paz são santos e eles retornaram à cidade. Desço um declive, murmurando: Como os contadores não se entendem Sobre as palavras da luz em uma pedra? As guerras falam de uma pedra enterrada? Ando pelo meu sono. Olhos grandes e abertos no meu sonho, Não vejo ninguém atrás de mim. Ninguém em frente. Toda essa luz me pertence. Eu ando. Toda essa luz me pertence. Eu ando. Transbordo-me, vôo E me transfiguro As palavras brotam como a erva Na boca profética De Isaias: “Credes para ser salvo” Ando como se fosse um outro eu. Minha alegria é uma rosa Branca, evangélica. Minhas mãos São parecidas com duas pombas Sobre as cruzes que giram no céu E carregam a terra. Não ando mais. Vôo e me tranfiguro Sem lugar, sem tempo. Quem sou eu

Mahmud Darwich

E já que falamos sobre a Palestina, falemos também sobre Mahmud Darwich. Poeta, prosador, ensaísta, jornalista, voz aberta contra a ocupação israelita. Referência política e cultural de todo o Oriente Médio. Voz e consciência dos palestinos. Darwich nasceu em Al-Birwa, uma aldeia da Galiléia, perto de São João d’Acre, então território sob mandato britânico, em 1941. Após a criação do Estado de Israel, em 1948, a sua aldeia foi invadida e a família fugiu para o Líbano. Ao regressarem, descobriram que a aldeia fora arrasada e substituída por uma colônia judaica. Aos 19 anos publicou seu primeiro livro, Asâfir bilâajniha (“Pássaros sem asas”). Em 1964 alcançou o reconhecimento literário com Awrâq al-zaytûn (“Folhas de oliveira”). A partir de 1970 freqüentou a Universidade de Moscou, tornando-se correspondente do jornal Al-Aharam, do Cairo. Em 1973 instalou-se em Beirute, onmde passou a dirigir a revista Shu'un Filistinyya (Assuntos Palestinos). Nesse mesmo ano ingressou na Organi

Espinosa

O último número especial do "Nouvel Observateur" é inteiramente dedicado a Espinosa. Ainda falarei sobre ele nas Heranças à Esquerda, porque, antecipo, eis aí, se não o fundador da modernidade, um de seus tótens e, a meu ver, o patrimônio intelectual da esquerda mais importante, dentre, digamos assim, os pais fundadores. Ainda se faz necessário ver a importância de Espinosa dentro do pensamento de Marx, e isso não é extemporâneo, porque os manuais ainda continuam dizendo sobre a importância de Hegel para Marx, o que continua sendo uma trioste bobagem.

Na história: Ugonottorum Stranges

Nesta data, em 1572, ocorreu a Noite de São Bartolomeu. Cerca de 50 mil protestantes foram massacrados. Era domingo em Paris e a cidade estava cheia de huguenotes e calvinistas, vindos para o casamento da “rainha Margot”, uma princesa Valois, com o futuro Henrique IV, que era protestante e que, para casar, proferiu a célebre frase “Paris bem vale uma missa”. Valia mais. Ao menos para Catarina de Médicis, a rainha, que ordenou o massacre. Bom, estou seguindo o roteiro de Alexandre Dumas, os historiadores que me corrijam. O Papa Gregório XIII ficou feliz com o fato. Regozijou-se. Organizou uma grande procissão e mandou cunhar uma moeda comemorativa que mostravam um anjo com uma espada numa mão e uma cruz na outra, diante de um grupo acuado de protestantes. Gravadas nas moedas as palavras 'Ugonottorum Stranges', ‘A matança de Huguenotes’ .

Na história: Ugonottorum Stranges

Nesta data, em 1572, ocorreu a Noite de São Bartolomeu. Cerca de 50 mil protestantes foram massacrados. Era domingo em Paris e a cidade estava cheia de huguenotes e calvinistas, vindos para o casamento da “rainha Margot”, uma princesa Valois, com o futuro Henrique IV, que era protestante e que, para casar, proferiu a célebre frase “Paris bem vale uma missa”. Valia mais. Ao menos para Catarina de Médicis, a rainha, que ordenou o massacre. Bom, estou seguindo o roteiro de Alexandre Dumas, os historiadores que me corrijam. O Papa Gregório XIII ficou feliz com o fato. Regozijou-se. Organizou uma grande procissão e mandou cunhar uma moeda comemorativa que mostravam um anjo com uma espada numa mão e uma cruz na outra, diante de um grupo acuado de protestantes. Gravadas nas moedas as palavras 'Ugonottorum Stranges', ‘A matança de Huguenotes’ .

Poemas de domingo 3

Poemas para aqueles que, como eu, lamentam os domingos Sunday up the River MY love o'er the water bends dreaming; It glideth and glideth away: She sees there her own beauty, gleaming Through shadow and ripple and spray. O tell her, thou murmuring river, As past her your light wavelets roll, How steadfast that image for ever Shines pure in pure depths of my soul. James Thomson

Heranças à esquerda 12

O marxismo soviético: O substitucionismo, herança fatal Com o fracasso da NEP, reforçou-se novamente a pulsão centralizadora, travestida, agora, pela doutrina do “substitucionismo”. Para o marxismo clássico o estado é, simplesmente, um organismo para exercer o controle e a dominação, um comitê gestor dos interesses “burgueses”. Em escala histórica, com a supressão da propriedade privada e da exploração do trabalho, o estado se tornaria, simplesmente, desnecessário. Ora, a experiência histórica bolchevique demonstrou que isso era impossível. Para além da experiência russa, Rudolf Bahro, numa abalizada crítica do marxismo clássico, destaca a “função civilizadora desempenhada pelo estado em toda a história da humanidade”. Não obstante o acerto de Bahro a esse respeito, a decisão dos bolcheviques em manterem o estado não se deveu a um arroubo civilizatório, mas à premente necessidade de defender e reconstruir o país, devastado pela revolução, pela guerra civil e pela guerra européi

Infidelidade aos princípios: o erro de Al Gore

O tema da fidelidade aos princípios evoca a lição de política que foi a derrota de Al Gore à presidência dos EUA em 2000. Gore perdeu a eleição porque abandonou suas marcas. Dizendo a mesma coisa mas vendo por outro lado: Ele perdeu porque não preservou seus princípios. Quando era senador, pelo Tennessee, em meados dos anos 1980, Gore estava na vanguarda da política democrata e era percebido, por seus eleitores, como uma espécie de visionário. De fato, se tornou uma das vozes mais respeitadas do país. Firmou posição, ganhou capital político e, em 1988, cedeu à tentação de disputar a indicação democrata à presidência do país. Ao contrário do que imaginava, foi recebido, pelo partido e pela mídia – associada ao partido – de maneira sarcástica. O New York Times classificou sua candidatura como “esotérica”. Gore sentiu-se pessoalmente atingido. Dois de seus assessores, Jack Quinn e Bruce Reed, produziram um memorando no qual o aconselharam a abandonar o tema do meio-ambiente. E assim fez

Pragmatismo e fidelidade aos princípios

A questão essencial é: o pragmatismo é, de fato, essencial ao poder? Não sei se entendo o que é o pragmatismo. Acho que não. Penso que o pragmatismo não é algo que se associa, exclusivamente, ao curto prazo. Para mim, o pragmatismo real, e o único que conta, é ser fiel à marca e aos princípios. Esse é o maior dos valores em política. É o peso da identidade. Esse valor está no limite oposto do pior dos males em política, que é a ambivalência. Eu próprio, que não tenho fábricas e nem elefantes, ouro ou estanho, e que para sustentar minha família só conto com meu nome e com a palavra que dei – ou ainda, sem desejar parecer arrogante, que com meus princípios - bem sei que esse é o valor fundamental.

O recuo de Mercadante

Mercadante recuou. Sua decisão de permanecer na liderança do PT no Senado mostrou ambivalência e fraqueza. Num plano mais profundo, mostrou do que é capaz o pragmatismo, na política. Mercadante errou. Perdeu boa parte de sua condição de permanência como líder do PT, desgastou sua capacidade de interlocução e despendeu parte de suas próprias reservas políticas. E o PT com ele, embora não o Lulismo. Mais uma vez se coloca o problema paradoxal da política, que é a diferença entre o curto prazo, excessivamente mesquinho, e o longo prazo, excessivamente incerto. O que não sei é se o pragmatismo é um valor que tem sentido somente no curto prazo.

Mídias sociais na publicidade

Idéia para curta-metragem de terror: uma empresa antipática de telefonia (qual não o é?) anunciou que vai botar em prática sua estratégia de mídias sociais. Objetivo da empresa: dar impressão de que se importa com os clientes. Momento Hitchcock: Ela não aceita que você faça parte. Moral da história: quem em excesso se “comunica” se “trumbica”.

Mídias sociais na publicidade

Idéia para curta-metragem de terror: uma empresa antipática de telefonia (qual não o é?) anunciou que vai botar em prática sua estratégia de mídias sociais. Objetivo da empresa: dar impressão de que se importa com os clientes. Momento Hitchcock: Ela não aceita que você faça parte. Moral da história: quem em excesso se “comunica” se “trumbica”.

PIB da AL retrai 1,7%

A Cepal - Comissão Econômica para América Latina e Caribe – informa que nosso continente terá retração de 1,7% no seu Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. É um número muito alto, sobretudo quando comparado à expectativa de retração da Cepal publicado em abril passado: apenas 0,3%. A Cepal, no entanto, ressalva que, ao contrário de crises anteriores, os países latino-americanos e caribenhos estão agora menos endividados e com mais reservas internacionais. A Cepal também publicou, em conjunto com a OIT, seus dados sobre o desemprego na AL: seriam um milhão de postos a menos, no primeiro trimestre de 2009 - 8,5% contra 7,9%, no mesmo período de 2008. A tendência é crescente. Se o PIB regional cair 1,7%, como estimam as duas organizações, a taxa de desemprego deve chegar a 9,1% no final deste ano, o que corresponde a um aumento de 2,8 milhões a 3,9 milhões de desempregados.

A seta do tempo

Diego Goldberg, que vive e trabalha em Buenos Aires, com Suzy, Nicolás, Matías e Sebastián: "El 17 de junio, cada año, la familia pasa por un ritual privado: nos fotografíamos para detener, por un momento evanescente. La flecha del tiempo que por allí pasa". Vejam aqui .

Mudando o currículo do Jornalismo

Neste momento de desobrigação do diploma de jornalismo, convém reiniciar o debate sobre o currículo dos cursos de jornalismo. Não porque precisemos adaptar o curso ao mercado, como, aliás, eu já expliquei aqui e aqui. Mas porque o estado de ebulição em que as faculdades de comunicação e de jornalismo entraram é oportuno para que façamos os ajustes básicos necessário. Bom, eles são vários, mas vou destacar aqui apenas um: a necessidade de centralizar o currículo no tema das convergências em meio digital. Eu me pergunto: fazer jornal experimental, excelente, mas porque não sob a forma de um portal? Aula de telejornalismo, ótimo, mas porque não convergi-la para o mesmo portal? Por que não desenvolver formatos noticiosos experiementais em webtv? Aula de radiojornalismo, muito bem, mas por que não transformar esse potal numa plataforma para webrádios inidividuais ouncoletivas para os alunos? Por que não experimentar novos formatos? E o mesmo quanto à assessoria de imprensa, a teoria, o tcc

O dicionário visual

Tens mensagens misteriosas a enviar? Precisas de instrumentos para escrever cartas obscuras? Queres disfarçar a tua letra? Venha até aqui . Trata-se de um dicionário visual com mais de 100 mil palavras associadas a imagens.

Marca apocalíptica

A crise econômica mundial fará com que o número de pessoas que passam fome no mundo ultrapasse, pela primeira vez, a marca de um bilhão de pessoas. E isso deverá acontecer nos próximos dias, muito provavelmente na próxima terça-feira. A estimativa é da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Segundo a entidade, toda semana cerca de um milhão de pessoas ingressam nesse exército de famintos. Na América Latina, 53 milhões de pessoas estarão em pobreza extrema neste ano, 12,8% mais que em 2008. Na África e no Oriente Médio, serão 42 milhões. Esses números derrubam a meta de redução da fome pela metade até 2015.

Teses sobre o conto

Teses sobre o conto, de Ricardo Piglia I Num de seus cadernos de anotações, Tchékhov registra esta anedota: “Um homem, em Montecarlo, vai ao Cassino, ganha um milhão, volta para casa e se suicida". A forma clássica do conto está condensada no núcleo desse relato futuro e não escrito. Contra o previsível e o convencional (jogar-perder-suicidar-se), a intriga se coloca como um paradoxo. A anedota tende a desvincular a história do jogo e a história do suicídio. Essa cisão é chave para definir o caráter duplo da forma do conto. Primeira tese: um conto sempre conta duas histórias. II O conto clássico (Poe, Quiroga) narra em primeiro plano a história 1 (o relato do jogo) e constroi em segredo a história 2 (o relato do suicídio). A arte do contista consiste em saber cifrar a história 2 nos interstícios da história 1. Um relato visível esconde um relato secreto, narrado de modo elíptico e fragmentado. O efeito de surpresa se produz quando o final da história secreta aparece na superfíci

As Vozes de Marrakech, de Elias Canetti

Elias Canetti é um crítico implacável do autoritarismo, um teórico das “massas” – e, assim, do século XX – e um observador contundente corrupção moral das sociedades modernas. “Masas e poder” é um desses livros que todo aluno de comunicação deveria ser obrigado a ler. A trilogia de suas memórias - A língua absolvida, Uma luz em meu ouvido e O jogo dos olhos – por outro lado, estão entre meus livros de cabeceira. As vozes de Marrakech, a seu turno, é um livro meio etnográfico, meio de relato de viagem, gêneros de leitura que não estão no mesmo plano mas que, por vezes, fazem o prazer dos mesmos leitores. Como eu, que sou aficcionado por ambos os gêneros, bem como pelos relatos memorialísticos e biográficos, correspondências, diários e tudo, enfim, que reconstitua a pessoa, o lugar e outras “verdades”. Na sua sabedoria, Canetti não reproduz, meramente, o exótico, mas sim, permanentemente, a sua experiência de encontro ao que, a seus olhos, muito bem entendido, é o exótico. E isso faz t

Na história: Lorca fuzilado

Neste dia, em 1936, foi assassinado pelas tropas franquistas o poeta e dramaturgo Federico Garcia Lorca. Tinha 38 anos e nascera em Fuentevaqueros, Granada. Os mesmos canalhas franquistas também matariam, no mesmo ano, o filósofo Miguel de Unamuno. A guerra civil, que só terminaria três anos depois, um milhão de mortes depois.

Na história: Lorca fuzilado

Neste dia, em 1936, foi assassinado pelas tropas franquistas o poeta e dramaturgo Federico Garcia Lorca. Tinha 38 anos e nascera em Fuentevaqueros, Granada. Os mesmos canalhas franquistas também matariam, no mesmo ano, o filósofo Miguel de Unamuno. A guerra civil, que só terminaria três anos depois, um milhão de mortes depois.

Miniaturização

Vejam que interessante o vídeo abaixo. Trata-se de uma miniaturização, se assim podemos dizer, um universo sucedâneo ao nosso, um universo de brinquedo. O tema da miniaturização é simbólico, está no universo mental dos contos de fadas, mas ele transmigra para a cultura pop, para a cultura contemporânea, aí se tornando recorrente. De imediato me lembro da série Terra de Gigantes e de filmes como A Mosca da Cabeça Branca, tudo derivado da viagem de Gulliver a Liliput, de Swift. Tem a ver também aquela sensacional máquina de teletransporte do Star Trek, afinal tanto a miniaturização como o teletransporte resultam de uma brincadeira com moléculas. Resulta de uma livre interpretação das estruturas moleculares, aliás, a idéia do “cavorite”, um material fictício “opaco à gravidade” (sic) que H. G. Wells criou e botou dentro de “O Primeiro Homem na Lua”. Seu crítico, Clarke, na obra “Visões do Futuro”, observa que um tal material seria tão paradoxal como a possibilidade de se ter um recipiente

Heranças à esquerda 11

O marxismo soviético: Mais sobre o comunismo de guerra e a NEP O comunismo de guerra consistiu no modelo de controle econômico rigoroso de todo sistema de produção e de distribuição. Na prática, uma questão de sobrevivência para um Estado que tinha que fazer frente à guerra civil e à ameaça constante de todas as demais potências da Europa e da Ásia. Como disse Trotsky, foi “a regulação do consumo numa fortaleza sitiada” – ou seja, uma economia baseada no racionamento, que, mesmo superada, deixaria marcas profundas na mentalidade burocrática do novo país e que seria, indiretamente, retomada, como modelo, em muitas ocasiões. A conjuntura de guerra civil, bloqueio internacional, fome e um inverno particularmente rigoroso (a história está cheia dessas conjunturas enigmáticas) mataram 5 milhões de pessoas nos quatro meses de inverno de 1921-22. A falta de trabalho gerou um êxodo populacional em direção ao campo que chegou a 57% e a 44%, respectivamente, da população de Petrogrado e Moscou.

Micropagamento em jornais

O ex-editor da revista Time, Walter Isaacson, propõe o micropagamento como solução para a crise financeira do jornalismo. Não se precisa mais pagar a assinatura integral do jornal para ter acesso a seu conteúdo, seja ele impresso, seja digital. Pode-se assinar uma seção determinada, uma coluna, ou comprar a notícia no varejo. Por cada acesso se paga alguns centavos. Ademais, se evitaria os inconvenientes dos sistemas de paggamento, bnem sempre confiáveis. As aquisições podem se estender a suítes da matéria, imagens, infográficos, glossários, etc. Tem alguem aqui que é contra a idéia: Why Small Payments Won’t Save Publishers .

Futuro do jornalismo

Segundo Clay Shirky, o jornalismo não faz sentido em ambientes de informação abundante. Se todos podem transmitir informação, o jornalista, cuja atividade profissional, em última instância, é a de selecionador de conteúdo, se torna desnecessário. Isso quer dizer que o jornalista se torna um profissional desnecessário¿ Não, mas quer dizer que, o perfil profissional do jornalista deverá mudar radicalmente nos anos futuros. Aqui em Belém sempre falam do Metro e de outras marcas gratuitas diárias como soluções para o futuro do jornalismo. Não o são. Tavez para o futuro da publicidade, mas não do jornalismo. E talvez nem mês, mesmo para a publicidade, porque tanto o Metro, como outras marcas similares, estão neste momento fechando filiais e diminuindo edições.

Na história: Santo Agapito

Hoje é dia de Santo Agapito. Agapito foi mártir cristão dos primeiros tempos. Durante a perseguição do imperador Aureliano aos cristãos foi capturado aos 15 anos de idade em Palestrina, perto de Roma. Foi torturado cruelmente. Primeiramente, açoitaram-no com nervos de boi. Não renegou sua fé. Depois, foi atirado aos leões. Porém, os leões nada lhe fizeram. Finalmente, foi decapitado.

Na história: Santo Agapito

Hoje é dia de Santo Agapito. Agapito foi mártir cristão dos primeiros tempos. Durante a perseguição do imperador Aureliano aos cristãos foi capturado aos 15 anos de idade em Palestrina, perto de Roma. Foi torturado cruelmente. Primeiramente, açoitaram-no com nervos de boi. Não renegou sua fé. Depois, foi atirado aos leões. Porém, os leões nada lhe fizeram. Finalmente, foi decapitado.

O PSDB e a Petrobrás

No site da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET) o presidente dessa instituição, Fernando Leite Siqueira, relembra os “dez estragos produzidos pelo Governo FHC no Sistema Petrobrás”. Segue um resumo, para constar, e aqui segue o texto completo. 1993 - Como ministro da Fazenda, FHC fez um corte de 52% no orçamento da Petrobrás previsto para o ano de 1994. Isso causou um atraso de 6 meses na programação da empresa, que teve de mobilizar as suas melhores equipes para rever e repriorizar os projetos integrantes daquele orçamento; 1994 - ainda como ministro da Fazenda, manipulou a estrutura de preços dos derivados do petróleo, de forma que, nos 6 últimos meses que antecederam o Plano Real, a Petrobrás teve aumentos mensais na sua parcela dos combustíveis em valores 8% abaixo da inflação. Por outro lado, o cartel internacional das distribuidoras derivados teve aumentos de 32%, acima da inflação, nas suas parcelas. Isto significou uma transferência anual, permanente, de cerca

Outra proposta para a Confecom

Uma proposta do Paulo Henrique Amorim para a Conferência de Comunicação: Destinar uma parte da verba de publicidade oficial do Governo Federal para a criação de uma agência de notícias que produzisse conteúdo jornalístico informativo gratuito para todas as mídias. A agência teria que ser a-partidária e a-religiosa. Não poderia endossar candidaturas e nem dar lucro. E teria que ter um Ouvidor. Transparente e acessível a TODOS.

A montagem de Romeo e Julieta no Festival de Ópera

Ontem assisti à montagem de Romeu e Julieta, de Gounod, no Festival de Ópera de Belém. Não sou especialista no assunto e gosto de música lírica com entusiasmo moderado. Porém, gostaria de deixar minhas impressões sobre a montagem. Em primeiro lugar, notar que o festival, neste ano de vacas magérrimas, deve muito à capacidade de arrojo de sua equipe técnica. Parece-me que mais foi feito aqui, este ano, do que nos anos anteriores, e isso é uma conquista para todos. O caminho, já sabemos, é esse mesmo: fazer o máximo possível em Belém, valorizando ao máximo possível os talentos locais, trazendo cantores de fora de forma a permitir uma interação produtiva com eles, uma experiência didática ou turmas de master class, mas não mais trazê-los por traze-los, sem que eles deitem aqui experiência. E isso vale também para as outras áreas da montagem, da cenografia à iluminação. Algumas outras observações pontuais, positivas e negativas: Pontos negativos: 1. Apesar de ter contado com orienta