O trabalho de Homi Bhabha é influenciado pela psicanálise e pelos estudos literários, dentro da perspectiva dos cultural studies. Bhabha sugere que o outro não é um ser externo ao eu, mas uma projeção do incognoscível e do irrealizável, que permanentemente corroem a unidade e a plenitude de toda identidade, de todo próprio, de toda ética, de todo eu. Fora da escala do ser individual, passando à escala do ser social, esse processo representa a relação conflituosa entre projetos de coesão (por exemplo, a coesão nacional) e os retalhos de uma realidade marcada pela diáspora e pela diversidade. Amazônidas que somos, colonizados que somos, precisamos fazer nossa "autoetnografia". Recuperar os sons e a fúria da nossa diáspora identitária. Precisamos externalizar a visão que temos de nosso colonizador.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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