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Mostrando postagens de Novembro, 2009

Lugares estranhos 2

Mais Setenil de las Bodegas, próxima de Cadix, na Espanha.

Lugares estranhos

Setenil de las Bodegas, perto de Cádix, Espanha.

A Síntese de Indicadores Sociais do IBGE e a educação nacional

A propósito, estava dando uma olhada nos indicadores do IBGE sobre a educação nacional, dispostos na Síntese de Indicadores Sociais publicada em outubro passado. Certamente ainda há muito, na verdade MUITO,  para fazer, mas está os indicadores fornecem dados para, justamente, fazer o que é preciso. Por exemplo, chama atenção a elevação 6,9% para 13,9% no número de alunos do ensino superior desde 1998, o ano em que o Enem foi implementado. Infelizmente o IBGE não disponibilizou dados sobre a faixa etária dos estudantes de cursos superiores, e basta olhar ao nosso lado para percebermos que há uma demanda reprimida ocupando imensa parte das carteiras nas universidades privadas: uma faixa etária mais velha que procura acesso à educação como um instrumento essencial para alcançar melhores condições de vida. O que isso significa? Que, em média, os brasileiros se formam com mais idade que em outros países, o que é um indicador de provável minimização da força-total produtiva. Não que essa dem

A Síntese de Indicadores Sociais do IBGE e a educação nacional

A propósito, estava dando uma olhada nos indicadores do IBGE sobre a educação nacional, dispostos na Síntese de Indicadores Sociais publicada em outubro passado. Certamente ainda há muito, na verdade MUITO,  para fazer, mas está os indicadores fornecem dados para, justamente, fazer o que é preciso. Por exemplo, chama atenção a elevação 6,9% para 13,9% no número de alunos do ensino superior desde 1998, o ano em que o Enem foi implementado. Infelizmente o IBGE não disponibilizou dados sobre a faixa etária dos estudantes de cursos superiores, e basta olhar ao nosso lado para percebermos que há uma demanda reprimida ocupando imensa parte das carteiras nas universidades privadas: uma faixa etária mais velha que procura acesso à educação como um instrumento essencial para alcançar melhores condições de vida. O que isso significa? Que, em média, os brasileiros se formam com mais idade que em outros países, o que é um indicador de provável minimização da força-total produtiva. Não que essa de

O desenvolvimento comparado e o Muro de Berlim

A frase de Kruschev ficou gravada na história: «Vamos fazer um muro em Berlim, e o Ocidente vai ficar a olhar para ele como uma ovelha estúpida» . O que de fato aconteceu. Mais aconteceria, como sabemos. Porém, sem nenhuma nostalgia pelo muro de Berlim, essa infame representação de um conflito que não é socialista, apesar de ter simbolizado o socialismo para muitos que acreditaram que o estado soviético era, de fato, um estado socialista, é preciso perceber a história como ela de fato é, superando as matrizes discursivas que constituem interpretações erradas e apressadas. Por exemplo, entre 1989 e 2008, segundo dados do FMI, a participação da Comunidade dos Estados Independentes - os países que compunham a União Soviética com exceção das três nações bálticas (Lituânia, Estônia e Letônia) - na economia mundial decaiu de 7,7% para 4,6%. Foram sete anos seguidos de recessão, com o PIB dessa comunidade decaindo 39,50% na primeira década após a dissolução do regime. E somente em 2007 sua ec

Marco Civil da Internet: O que queremos?

Simples assim: Garantir a natureza aberta e transnacional da internet. Porque qualquer iniciativa de regulamentação da internet deve observar princípios como a liberdade de expressão, a privacidade do indivíduo, o respeito aos direitos humanos e a preservação da dinâmica da internet como espaço de colaboração.

DEM, ex-PFL, ex-Arena...

Há quatro meses perguntaram ao governador Arruda (DEM-DF) qual seria o seu limite para o fisiologismo na máquina pública. Sua resposta: "É o limite ético. É não dar mesada, não permitir corrupção endêmica, institucionalizada. Sei que existe corrupção no meu governo, mas sempre que eu descubro há punição" . Todos acompanhamos, nos últimos dois dias, os vídeos e gravações que mostram esse governador, do DEM, antes filiado ao PSDB, recebendo dinheiro e distribuindo mesadas políticas. Ao mesmo tempo, tem-se acompanhado, aqui em Belém, a virulência do deputado federal Vic Pires Franco, por meio do seu blog . Ficaram notórios seus ataques às jornalistas Franssinete Florenzano e Ana Célia Pinheiro, como elas comentaram recentemente em seus blogs, respectivamente Uruatapera e Perereca da Vizinh a e isso além dos achaques do mesmo deputado revelados pela jornalista Marise Morbach no Quinta Emenda . A relação entre uma coisa e outra não é factual, mas é moral, porque a política é uma

PT rechaça denúncia

Abaixo, a nota divulgada pelo diretório do PT, no Pará, a respeito da matéria do Diário do Pará veiculada ontem, domingo: 1. Sobre a manchete do Diário do Pará deste domingo "COMPRA DE VOTOS AGITA ELEIÇÕES NO PT", o Partido dos Trabalhadores informa aos leitores do Diário e à sociedade em geral que não existe qualquer denúncia formalizada no PT sobre compra de votos na eleição do PED - Processo de Eleições Diretas, método pelo qual a militância elege seus dirigentes em todo o país, de forma livre, democrática e direta. Por sinal, o PT é o único partido brasileiro que adota esse mecanismo de eleição direta.  2. O PED – Processo de Eleições Diretas no PT é um dos momentos mais ricos e participativos de toda a militância. Algo único na política brasileira. Em todo o país, participaram do PED quase meio milhão de filiados e, no Pará, 25 mil, sendo que, desses, 2 mil filiados e filiadas estiveram diretamente envolvidos, ou como candidatos ou integrantes de chapas, reforçando a dem

Carta dos atingidos pelo BNDES

Eis o resultado do  I Encontro Sul-Americano de Populações Impactadas por Projetos financiados pelo BNDES, que comentei há alguns dias aqui: Somos indígenas, quilombolas, camponeses, ribeirinhos, pescadores, trabalhadoras e trabalhadores do Brasil, Equador e Bolívia, reunidos no I Encontro Sul-Americano de Populações Impactadas por Projetos financiados pelo BNDES. Somos, todas e todos, atingidos por estes projetos, sobre os quais nunca fomos consultados e que são apresentados para nós como empreendimentos que irão trazer progresso e desenvolvimento para o Brasil e para América do Sul. São projetos financiados pelo BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, voltados para o monocultivo de cana de açúcar e eucalipto, para a produção insustentável de carne, para a exploração de minério, para a construção de fábricas de celulose, usinas de produção de agroenergia, siderúrgicas, hidrelétricas e obras de infraestrutura, como portos, ferrovias, rodovias, gasodutos e minerio

Agnosco veteris vestigia flammae

Os posts rarearam nos últimos dias porque, em meio a uma semana de muito trabalho, estive participando do congresso "Benedito Nunes, Pensador Brasileiro" promovido pelo Centro de Formação e Cultura Cristã com apoio da Unama. Segui com atenção o curso ministrado pelo professor Marco Antonio Casanova, a respeito da leitura que Benedito Nunes faz da obra de Heidegger, além de outras palestras do evento. O título do post, pescado na Eneida, faz referência a esse reencontro com a obra de Benedito Nunes e com a obra de Heidegger, meu orientador de mestrado e meu autor de cabeceira no campo da filosofia. Reabasteci minha prateleira sobre fenomenologia com uma obra de Casanova - que, aliás, fez uma seqüência fabulosa de exposições - com o "Na escola de fenomenologia", de Paul Ricoeur e com a edição em português dos "Seminários de Zollikon", de Heidegger, além, naturalmente, da reedição de "O Dorso do Tigre", do professor Benedito. Há muito tempo eu estav

A diatribe da Folha

A Folha de São Paulo publicou artigo de César Benjamin, militante histórico do PT, seu fundador e importante intelectual de esquerda no qual acusa Lula de ter revelado, em 1994, uma tentativa de estupro dele, Lula, contra um “menino do MEP”, organização de esquerda que já não existe. A tentativa teria acontecido em 1980, quando o então líder sindical Lula esteve preso por 30 dias, na mesma prisão, com o jovem da organização de esquerda. O cineasta Sílvio Tendler, que estava presente, desmentiu Benjamin categoricamente: Era óbvio para todos que ouvimos a história, às gargalhadas, que aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira. Todos os dias o Lula sacaneava alguém, contava piadas, inventava histórias. A vítima naquele dia era um marqueteiro americano. O Lula inventou aquela história, uma brincadeira, para chocar o cara…só um débil mental, um cara rancoroso e ressentido como o Benjamin, guardaria dessa forma dramática e embalada em rancor, durante

A Carta de Barcelona

Arquivei no HupoSite uma cópia da “ Carta pela Inovação, Criatividade e Acesso ao Conhecimento – Direitos Humanos para Cidadãos e Artistas na Era Digital ” , ou, mais simplesmente, a Carta de Barcelona, um documento que consolida os debates que aconteceram no  "Free Culture Forum’ de Barcelona" , evento realizado entre 28 de outubro e 1 de novembro passados e que contou com a participação de representantes de 20 países. Esse documento pode ser lido como um marco referencial para a discussão, absolutamente necessária, a respeito da liberdade de expressão e reprodução cultural na sociedade contemporânea. Os direitos à cultura e à comunicação ganham uma dimensão inteiramente nova, atualmente, num espaço público ampliado pela internet e pela cultura digital que a cerca. Isso abre novas formas para a política, para o mercado e para a sociedade de um modo geral. Em meu entender abre, sobretudo, possibilidades novas para a conquista da cidadania e para a construção de uma socieda

Marco Civil da Internet: Os interesses econômicos e nós

Por que um marco civil para a internet? Porque, hoje, interesses econômicos estão procurando uma polarização e, consequentemente, uma desconstrução de interesses sociais. Fazem-no por meio de três movimentos: Criminalizar o ato de baixar e remixar músicas pela internet em favor do endurecimento do direito autoral. A indústria tentou embarcar na legislação nacional as determinações da Convenção de Budapeste, da qual o Brasil não é signatário. Vigiar e criminalizar o meio e rastreiar o caminho de quem usa a internet, esse exagero rompe o direito ao sigilo das comunicações e fere a segurança da intimidade pela imposição do dever de vigiar. Estabelecer a identificação obrigatória, criminalizando a não identificação e impondo o registro dos logs. Contra isso, os parâmetros do Marco Civil que precisamos construir para a internet são os seguintes: As comunicações pela Internet não devem ser vigiadas e a privacidade deve ser protegida. Direito ao anonimato. Direito de cópia, de baixa

Confecom: o Edital do Estadão

Reproduzo abaixo o edital de 22 de novembro, de O Estado de São Paulo, sobre a Confecom. Pode-se ver como alguns grandes veículos procuram construir um ponto de equilíbrio (para si, obviamente), diante dos clamores pela democratização da comunicação. De um lado admitem mecanismos de controle dos oligopólios do setor, mas, por outro, assinalam temores como ao “esquerdismo autoritário” e a que o Estado seja cooptando por "movimentos sociais organizados" (sempre aspeados, no Estadão), fazendo investimentos contra o setor privado. Nesses “investimentos contra” há grandes paranóais e grandes argumentos. Fiquemos de olho, porque eles assinalam como se portarão os grandes veículos durante a Confecom. Os riscos da Conferência da Comunicação   Como já salientamos, neste mesmo espaço, não há nada de errado com a convocação, pelo presidente da República, da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). A iniciativa foi oportuna, tanto pelo tema - a regulamentação dos meios de comunic

Confecom: Balanço geral

A inda não tive tempo de falar melhor, por aqui, sobre a I Conferência Estadual de Comunicação. Tenho trazido o assunto regularmente ao Hupomnemata e conversado com muita gente a respeito, mas me permanece certa impressão de que o tema é um grande tabu, ou então um episódio de medo, ou receio, um tanto sórdido. Senti falta, na conferência, do poder público e da classe política. E também de sindicatos, professores e alunos de comunicação, além de algumas entidades da sociedade civil. Acredito que a organização, à frente dela o Comitê da Organização Estadual, presido pelo Sérgio Santos, atualmente diretor de Comunicação Popular da Secom, fizeram o possível, em meio a cortes orçamentários que todos sabemos terem sido inevitáveis. A responsabilidade pelo que estou falando de modo algum está neles, mas sim na própria motivação da sociedade para discutir comunicação. Da classe política só percebi, na conferência, o vereador Alfredo Costa e a vice-prefeita de Ananindeua Sandra Batista, ambos

30% na literatura

Estava lembrando de uma bela campanha de marketing feita pela editora italiana Mondadori, alguns anos atrás. A campanha divulgava o lançamento de uma coleção livros clássicos com descontos de 30%. A edição era do texto integral, bem entendido. Mas a campanha trabalhou com os números para estimular a imaginação e lembrar o desconto: “Cem anos de Solidão” ficam reduzidos a “Setenta Anos de Solidão”. “Os Três Mosquiteiros” viraram “Os 2,1 Mosquiteiros”. “ 1984” foi remetido para “ 1388,8” , plena Idade Média. E assim se viram “A Volta ao Mundo em 53,33 dias”, “As 667 Noites” e “Branca de Neve e os 4,6 Anões”.
Dica de livro dada por Rogério Santos: Cultura e consumo. Estilos vida na contemporaneidade. Publicado em 2008 pelo Senac de São Paulo e organizado por Maria Lucia Bueno e Luiz Octávio de Lima Camargo. Consumos, estilos de vida e modernidade são alguns dos conceitos e textos publicados no livro. Mas também há artigos sobre o museu doméstico, turismo, oferta enológica, moda e vestuário e centros comerciais. Santos destaca o artigo de Heitor Frúgoli Júnior (pp. 231-246), sobre processos de sociabilidade no espaço dos shoppings centers. Observou o comportamento de consumidores de São Paulo, em especial nos setores de vestuário e equipamentos de lazer. Em suas conclusões Frúgoli define duas tendências gerais 1) seletividade e elitização, em bairros de alto poder aquisitivo, e 2) popularização e massificação, em bairros populosos e de diversificação de camadas sociais. Um terceiro elemento a considerar seria o das camadas juvenis que entram nos centros comerciais para sociabilização e in

Projeto nacional de banda larga

Duas notícias publicadas hoje no Estado de São Paulo sobre o projeto de universalização da banda larga do Governo Federal: Do Estado de São Paulo:  Proposta do Ministro Helio Costa é levar a banda larga em metade dos domicílios em 2014 Projeto custaria R$ 75,5 bi, que seriam investidos nos próximos cinco anos, por meio de parceria público-privada Gerusa Marques, da Agência Estado BRASÍLIA – A meta fixada pelo Ministério das Comunicações é de chegar a 2014 com 50% dos domicílios do Brasil conectados à internet em banda larga. A previsão consta do documento “O Brasil em Alta Velocidade ”, que está sendo apresentado na tarde desta terça-feira, 24, pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Todo o projeto custaria R$ 75,5 bilhões, que seriam investidos nos próximos cinco anos. Pelo plano do ministério para a massificação da banda larga, no prazo de cinco anos, em cada grupo de 100 pessoas, 45 terão acesso rápido à internet. A proposta de Costa,

Confecom: Os números da Confecom PA

A I Conferência Estadual de Comunicação teve 334 parcitipantes, dos quais 247 pertencentes à sociedade civil, 66 empresários e 21 participantes poder público. O Pará será representado, na conferência nacional, por 50 delegados, sendo 22 da sociedade civil, 22 do setor empresarial e 6 o poder público. O interior paraense participou da conferência e estará representado nos três setores da delegação estadual: teremos 2 empresários de Santarém, 1 de Altamira, e também 2 representantes do poder público, sendo 1 de Santarém e outro de São Domingos do Capim, além dos delegados do interior que representarão a sociedade civil. Como era de se esperar, a disputa mais acirrada foi pelas vagas destinadas à sociedade civil. No final da conferência, depois de dias de negociação, duas chapas de formaram em torno da proposta de regionalização. A chapa vencedora ganhou com 34 votos de diferença: 121 a 87.

Parlamento Europeu nega banda larga como direito universal

Há um ano o Parlamento Europeu debate um pacote de reformas nas telecomunicações. Na última quinta-feira fechou-se um acordo entre o Parlamento e o Conselho de Ministros, pelo qual se garantiu avanços importantes, apesar de cair a lei que garantia o acesso à banda larga como um direito universal. Esse direito foi substitu[ido, no texto final, por um termo vago, ainda que a meio caminho do desejado - “procedimento justo e imparcial”. Os Verdes, que lideraram a batalha da européia da comunicação, consideraram o resultado uma “vitória clara”. O euro-deputado Christian Engstroem, do Partido Pirata sueco, aliado dos Verdes, também considerou a lei uma vitória. Especialmente porque ela cria condições para abrir luta contra o que está sendo chamado a “Lei dos Três Golpes”, uma lei francesa por meio do qual é criada a Hadopi, uma agência governamental encarregada de caçar os piratas, com o apoio de uma serie de juizes especiais, para cortar o acesso internet e até prender os recidivistas após

Por um outro BNDES

Começa hoje, no Rio de Janeiro, o seminário “ Atingidos - I Encontro Sulamericano de Populações Afetadas por Projetos Financiados pelo BNDES " . O evento, que vai até  quarta-feira, dá voz às populações que sofrem com os impactos da atuação do banco nos setores de papel e celulose, etanol, hidrelétrica, mineração e pecuária. O seminário resulta de uma propoista lançada durante o Fórum Social Mundial de Belém, ocorrido em janeiro. É realizado pela Plataforma BNDES, uma articulação de mais de 20 organizações, movimentos sociais e redes que lutam pela reorientação do BNDES, clamando pelo fortalecimento do seu caráter público. O seminário será transmitido ao vivo pela internet, podendo ser assistido diretamente deste site ou dos sites de membros da Plataforma Bndes.

Marco Civil da Internet: Por que é necessário?

A necessidade de um marco regulatório civil contrapõe-se à tendência de se estabelecerem restrições, condenações ou proibições relativas ao uso da internet. Por exemplo, o AI-5 digital, como ficou popularmente conhecido o projeto de controle da internet elaborado pelo senador Azeredo (PSDB-MG). Precisamos de um marco legal para fixar, de forma clara, os direitos e as responsabilidades relativas à utilização dos meios digitais. O foco, portanto, é o estabelecimento de uma legislação que garanta direitos, e não uma norma que restrinja liberdades. Esse marco legal é urgente, porque sua ausência tem gerado incerteza jurídica quanto ao resultado de questões judiciais relacionadas ao tema. Enquanto direitos e responsabilidades permanecerem difusos, o exercício de direitos fundamentais relacionados ao uso da rede estarão ameaçados.

Marco Civil da Internet: Como vai funcionar o debate?

O projeto de elaboração do marco civil da Internet conta com dois espaços principais de manifestação, ambos hospedados no portal culturadigital.br: os comentários no blog, ao longo do  texto base  disponível para consulta; o  fórum , ou grupo de discussão. O processo de consulta ocorre, na primeira fase, por meio de leitura e comentário aos tópicos propostos em um texto-base. Para ler o texto-base que fundamenta o debate, acesse a Consulta . Para comentar, você precisará antes se  cadastrar  e concordar com as  Diretrizes Gerais e Termos de Uso . Para acompanhar as novidades relacionadas ao processo, acesse o  blog .

Marco Civil da Internet: O que é?

O Ministério da Justiça lançou, no último dia 29 de outubro, um processo de consulta pública para a construção colaborativa de um marco civil para a Internet no Brasil. A consulta, realizada por meio da Internet, pode ser acessada aqui . Estão em discussão temas como o direito ao acesso, à liberdade de expressão e à privacidade, a não-discriminação de conteúdos e a resolução de conflitos relacionados à rede, entre outros. A consulta tem três objetivos: adaptar e consolidar direitos fundamentais dos indivíduos a partir do contexto de comunicação eletrônica, delimitar de forma clara a responsabilidade civil dos diversos atores envolvidos nos processos de comunicação pela Internet, e estabelecer diretrizes convergentes para a atuação do governo, tanto na formulação de políticas públicas quanto em eventuais regulamentações posteriores. O processo terá duas fases: na primeira etapa, até 17 de dezembro, serão recebidas contribuições e posicionamentos de cidadãos e instituições a re

Confecom: Minhas 7 propostas

Abaixo um slideshare com o resumo na minha participação na I Conferência Estadual de Comunicação, sábado último. Compus a mesa com  Manoel Messias Melo, integrante da CUT Nacional, que representava a Comissão Organizadora da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e Marcos Aurélio Lopes, representando o segmento empresarial. Hoje a noite falarei sobre as propostas paraenses no contexto das propostas de outros estados para a conferência nacional. 7 propostas para a Confecom View more presentations from hupomnemata .

Tarefas da semana

Organizando a semana. Passada a Conferência Estadual de Comunicação (num próximo post comentarei com mais detalhes)  passo a me dedicar a três missões, duas delas de natureza pública e a outra no campo da pesquisa: Auxiliar no projeto no mestrado em comunicação da UFPA.  Auxiliar na confecção do Marco Civil da internet. Concluir a redação do último artigo que falta para eu concluir meu livro "As Identificações Amazônicas". E isso sem falar em temas como a II Conferência Nacional de Cultura que vai começar logo mais. O construção do marco civil colaborativo da internet é uma proposta do Ministério da Justiça em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. No meu entender o esforço se sobrepôs um tanto à Confecom, mas é uma proposta muito válida e importante. Prometi a alguns amigos do Ministério da Cultura produzir um texto sobre o assunto e vou publicá-lo também por aqui. E quanto ao meu artigo, bom, ele trata da invisibilidade dos "caboclos"

Jornalismo cidadão na Argentina

A cirrada disputa por "Correspondentes Cidadãos" está em curso em Buenos Aires , envolvendo dois dos principais diários online argentinos:Clarín.com e  La Nación. No Soy Corresponsal , deste último jornal, o material recebido dos leitores é organizado no formato de um jornal online. Já o ClarínBlogs   funciona como um blog coletivo, classificado por assuntos e com seleção de postagens na página de entrada.

PT vai às urnas 4

No Pará, o PED não está sendo encarado como um cenário real de disputa. A reeleição do presidente estadual, João Batista, que já foi chefe de gabinete da Governadora Ana Júlia e assessor da Presidência, além de ser um nome com trânsito no governo federal como poucos petistas paraenses, é quase uma unanimidade. Os outros dois candidatos, Bira Rodrigues e Fábio Pessoa, têm chances bem menores.  Para quem está perdido, há aqui uma relação dos lugares de votação no PA .

PT vai às urnas 3

As atenções do PED de hoje se voltam, principalmente, para Minas e Rio de Janeiro. Nos dois casos a candidatura petista ao governo do estado, ano que vem, ameaça ser sacrificada em nome da aliança com o PMDB. Em Minas, haverá uma disputa acirrada. Os 40 mil filiados no estado se polarizam entre os grupos do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel e o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. Os candiatos apoiados por Pimentel são os favoritos para vencer as eleições de domingo tanto em Belo Horizonte com no diretório estadual. Os candidatos de Patrus, por sua vez, são apoiados também pelo secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, e contam com mais sustentação na cúpula nacional petista. Esse grupo possui dois deputados federais, cinco estaduais e os prefeitos de Betim, Governador Valadares e Teófilo Otoni, todas elas cidades importantes, além de ter o apoio de nomes como Gilberto Carvalho, José Genoino, José Dirceu e Marta Suplicy. E também da CUT regional. No Ri

PT vai às urnas 2

O PED tem seis candidatos à presidência nacional do partido: Iriny Lopes (Chapa Esquerda Socialista), Markus Sokol (Chapa Terra, Trabalho e Soberania), José Eduardo Cardozo (Chapa Mensagem ao Partido), Geraldo Magela (Chapa Movimento: Partido para Todos), José Eduardo Dutra (Chapa O Partido que Muda o Brasil) e Serge Goulart (Chapa Virar à Esquerda, Reatar com o Socialismo). O Valor Econômico errou, ontem, quando disse que a aliança com o PMDB é defendida por todos eles. Não o é por Sokol e por Serge Goulart. A tendência, a se confirmar, é a eleição de Dutra, pertencente à frente Construindo um Novo Brasil (CNB), anteriormente chamada Campo Majoritário, o centro do partido, com apoio dos grupos de Marta Suplicy (Novo Rumo) e de Jilmar Tatto (PT de Lutas e de Massas). Dutra foi senador por Sergipe entre 1995 e 2002 e presidente da Petrobras e da BR Distribuidora, estes últimos cargos o havendo aproximado bastante de Dilma Roussef, quando ministra das Minas e Energia.

PT vai às urnas 1

Hoje é dia de eleição no PT. 1 milhão e 350 mil filiados em mais de 4 mil municípios. É o PED (Processo de Eleições Diretas). Em jogo, a escolha dos dirigentes do partido (locais, estaduais e nacionais) para o biênio 2010-2012. O PT é o único partido do Brasil que escolhe seus dirigentes pelo voto direto do filiado. Fazendo a ronda dos jornais e sites, o lugar comum de hoje é dizer que o que está em jogo é a campanha de Dilma Roussef. Obviamente que sim, mas há mais. O partido também objetiva ampliar a quantidade de deputados federais nas próximas eleições, de forma a garantir a hegemonia do partido frente à aliança partidária que lhe dará sustentação. O lema não proferido é: mais ministérios a negociar com mais cadeiras na Câmara a ocupar. É consenso que a articulação no Congresso é crucial para um governo sem Lula. O Valor Econômico de ontem, sábado, apresentou alguns números referentes ao crescimento do PT durante o governo Lula. Passou de 828,7 mil filiados em 2002 para 1,35 milhão

Nota da SDDH

Nota da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos - SDDH e Movimento Nacional de Direitos Humanos - MNDH A Questão Agrária no Pará e o desvirtuamento da verdade Tem sido surpreendente a postura adotada pelos que, de responsáveis pelas tragédias no campo paraense, passam a se auto-afirmar como defensores do estado democrático de direito. Referimos-nos aos últimos acontecimentos no Brasil e no Pará envolvendo a questão agrária. Já era de conhecimento de todos e todas, que nosso Estado tem, como fruto do modelo de desenvolvimento instaurado há décadas na região, uma das concentrações fundiárias mais perversas do Planeta. Mais que isso, essa concentração veio e persiste convivendo com violações atrozes dos direitos humanos como expulsão de pequenos agricultores, trabalho escravo, destruição de florestas para dar lugar a pastos, degradação ambiental fruto da mineração, ameaças e assassinatos de lideranças, chacinas como as da fazenda Ubá, Pastoriza, Princesa e Eldorados dos Carajás