Estava lembrando de uma bela campanha de marketing feita pela editora italiana Mondadori, alguns anos atrás. A campanha divulgava o lançamento de uma coleção livros clássicos com descontos de 30%. A edição era do texto integral, bem entendido. Mas a campanha trabalhou com os números para estimular a imaginação e lembrar o desconto: “Cem anos de Solidão” ficam reduzidos a “Setenta Anos de Solidão”. “Os Três Mosquiteiros” viraram “Os 2,1 Mosquiteiros”. “1984” foi remetido para “1388,8” , plena Idade Média. E assim se viram “A Volta ao Mundo em 53,33 dias”, “As 667 Noites” e “Branca de Neve e os 4,6 Anões”.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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