Estava lembrando de uma bela campanha de marketing feita pela editora italiana Mondadori, alguns anos atrás. A campanha divulgava o lançamento de uma coleção livros clássicos com descontos de 30%. A edição era do texto integral, bem entendido. Mas a campanha trabalhou com os números para estimular a imaginação e lembrar o desconto: “Cem anos de Solidão” ficam reduzidos a “Setenta Anos de Solidão”. “Os Três Mosquiteiros” viraram “Os 2,1 Mosquiteiros”. “1984” foi remetido para “1388,8” , plena Idade Média. E assim se viram “A Volta ao Mundo em 53,33 dias”, “As 667 Noites” e “Branca de Neve e os 4,6 Anões”.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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