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Mostrando postagens com o rótulo Política de Saúde Pública

A droga de cada um

O médico Ronaldo Laranjeira é um sujeito polêmico. Suas posições sobre o papel das drogas na sociedade beiram a irresponsabilidade. Além disso, muitos dos dados que costuma apresentar, na defesa de sua opinião, são incorretos. Se quiserem conhecer melhor esse problema, sugiro a leitura do texto de Denis Russo Burgierman, diretor de redação da Superinteressante, que descreve a entrevista que fez com ele no programa Roda Viva. Leiam aqui .

Suicidio entre jovens: uma epidemia secreta e silenciosa

Reproduzo uma informação que tende a permanecer obscura, por puro preconceito, do poder público e das pessoas, em geral, de enfrentarem o problema: as elevadas taxas de suicídios entre jovens. Para começar a conversa: é no Brasil - entre outros países - e não no Japão ou nos países nórdicos, como diz o senso comum, que estão as maiores taxas de suicídios entre jovens. É preciso saber e admitir esse fato e superar esse discursos ridículo e bairrista de que brasileiro "é tão feliz e alegre" que não pensa em suicídio. Uma série de estudos publicada no periódico "Lancet" chama a atenção para esse assunto.  Segundo um dos artigos, essa é a primeira causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos. Entre os homens, o suicídio ocupa o terceiro lugar, depois de acidentes de trânsito e da violência. No Brasil, o suicídio é a terceira causa de morte entre jovens, ficando atrás de acidentes e homicídios. Há alguns anos, essas taxas eram maiores entre idosos, mas elas ...

O câncer do preconceito

Também sugiro a leitura do texto abaixo, do jornalista Clóvis Rossi: O câncer do preconceito Clovis Rossi A notícia de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está com câncer provocou um brutal surto de preconceito no Brasil. Tão brutal que levou um de seus melhores jornalistas - e um dos mais sensíveis -, Gilberto Dimenstein, a escrever que sentia  "um misto de vergonha e enjoo"  ao ler os comentários a respeito de coluna em que falava da doença do ex-presidente. A mim, o preconceito em si não chega a me surpreender. Irrita-me sempre, é verdade, mas surpreender, não o faz. Convivo (profissionalmente) com Lula faz uns 30 anos, desde o tempo em que era apenas presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Tempo suficiente para perceber o preconceito e para me ver obrigado a rebatê-lo mais de uma vez. Na campanha eleitoral de 1989, por exemplo, o então presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Mário Amato, disse que, se Lula v...

Eu, o SUS, a ironia e o mau gosto

Olha, já ouvi muitas piadas de mau gosto, de péssimo gosto, sobre o Lula. Já ouvi burrice, calhordice e idiotice. Agora, nada supera essa ironia de uns escolados, por aí, mandando ele se tratar no SUS. Gente que não sabe o que é o SUS e o quanto ele melhorou desde que o PT assumiu o governo. Gente que sugere que o sistema de saúde brasileiro, no que tem de ruim, foi inventado pelo Lula e pelo PT - e não, ao contrário, como é verdade, melhorado pelo Lula e pelo PT. É claro que ainda se está muito longe, mas muito longe mesmo, do que se deseja e precisa, mas a verdade é que nada justifica esse tipo de ironia de mau gosto.  Por isso, sugiro, vivamente, a leitura do texto abaixo: Eu, o SUS, a ironia e o mau gosto Por Nina Crintzs Há seis anos atrás eu tive uma dor no olho. Só que a dor no olho era, na verdade, no nervo ótico, que faz parte do sistema nervoso. O meu nervo ótico estava inflamado, e era uma inflamação característica de um processo desmielinizante. Mais tarde eu desc...

País investe US$ 317 por pessoa/ano em saúde. Noruega investe US$ 6,2 mil.

Leiam esses dados e entendam por que a falta de dinheiro é o maior problema da saúde pública no país: O Brasil ocupa a 72ª posição no ranking da Organização Mundial de Saúde (OMS) de investimento em saúde, quando a lista é feita com base na despesa estatal por habitante. Os diversos governos gastam, juntos, uma média anual de US$ 317 por pessoa, segundo a última pesquisa da OMS, com dados relativos a 2008. O desempenho brasileiro é 40% mais baixo do que a média internacional (US$ 517). A liderança do ranking de 193 países pertence a Noruega e Mônaco, cujas despesas anuais (US$ 6,2 mil por habitante) são vinte vezes maiores do que as brasileiras. Apesar de o Brasil possuir a maior economia da América do Sul, três países do continente se saem melhor: Argentina, Uruguai e Chile. Dados da reportagem de André Barrocal e Maria Inês Nassif, publicada na Carta Maior .

Nota do Ministério Público sobre a crise no sistema de saúde de Belém

Do blog da Franssinete Florenzano: “Diante da portaria da Secretaria Municipal de Saúde de Belém que suspendeu ontem (07/04) os pagamentos a 9 hospitais da rede conveniada na capital paraense, o Ministério Público Federal vem a público esclarecer que: §    No último dia 23 de março houve uma operação de busca e apreensão nos 9 hospitais da capital paraense agora suspensos e em vários escritórios da Sesma; §    O trabalho dos investigadores é desvendar possíveis fraudes em Autorizações para Internação Hospitalar; §    Desde o início das investigações, todos os indícios apontam que as fraudes ocorriam na Secretaria; §    Por isso, ainda que tenha sido feita busca e apreensão nos hospitais, a princípio eles não são suspeitos de participar das fraudes, nem são alvo das investigações; §    O MPF ainda não teve acesso ao inteiro teor da auditoria do Departamento Nacional de Auditorias do SUS (Denasus) que embasa a decisão da Sesma, mas trata-...

Só 2,5% das transferências de Saúde são fiscalizados

Via O Globo:  A Controladoria-Geral da União (CGU) admitiu que a Saúde tem a pior fiscalização do governo devido ao controle "absolutamente insuficiente" das transferências para estados e municípios. O ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, afirmou que falta transparência no Ministério da Saúde e anunciou um plano de ação para conter o rombo nos cofres públicos. Nos últimos dois dias, O GLOBO mostrou como os desvios de recursos estão disseminados na Saúde.  Dados levantados pelo GLOBO mostram que apenas 2,5% das transferências da Saúde são fiscalizadas. E, ainda assim, nos últimos quatro anos, os desvios quantificados em Tomadas de Contas Especiais (TCEs) somaram R$662 milhões. O descontrole ultrapassa as transferências fundo a fundo e atinge as informações prestadas por estados e municípios ao ministério.  Para coibir fraudes no banco de dados da Saúde, a CGU propõe a criação de um portal capaz de unificar informações cadastrais de médicos, hospitais, clínicas e prefeitur...

Como fazer mais com menos na saúde

Reproduzo artigo de Claudio Luiz Lottenberg sobre estrat é gia para a sa ú de p ú blica, publicado originalmente no Valor Econ ô mico do dia 23/03/2011 Como fazer mais com menos na sa ú de Claudio Luiz Lottenberg Historicamente, pol í tica tamb é m é feita de m á ximas, bord õ es e frases de impacto. Uma boa ideia ou um disparate, dependendo do momento ou das circunst â ncias em que é dito, tem um poder de repercuss ã o à s vezes maior do que um fato concreto. Pode gerar discuss õ es acaloradas, consagrar conceitos e destruir outros, criar expectativas, levantar d ú vidas e at é mobilizar. O governo da presidente Dilma Rousseff come ç a com a promessa de "fazer mais com menos". A express ã o, de certa maneira, traduz uma esp é cie de anseio nacional em rela çã o à administra çã o p ú blica, seja federal, estadual ou municipal. H á um consenso no pa í s que a gest ã o de recursos p ú blicos é ineficiente ou perdul á ria. Ressalvadas as exce çõ es que confirmam a ...

Desculpas esfarrapadas e personagens invulgares na saúde de Belém

A vista que o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual fizeram, ontem, à Unidade de Saúde da Terra Firme apenas comprova o que todo mundo já sabia – aliás o que os próprios MPF e MPE já sabiam, antes da visita: que a gestão da saúde pública feita pela prefeitura de Belém é caótica. Os MPs apenas postergam a decisão de ingressar com uma ação civil pública contra a prefeitura. Já deviam tê-lo feito. Aliás, essa visita já devia ter sido feita há pelo menos quinze dias, já que o prazo para os ajustes acordados se encerrou dia 31 de dezembro.  A visita comprovou que a prefeitura não cumpriu o acordo por ela mesma firmado, de promover uma série de ajustes no seu sistema de saúde até dezembro passado. As argumentações da prefeitura são patéticas: reformas, falta de segurança, falta de armário para guardar remédios, pane nos ar-condicionados... São questões hierarquicamente inferiores, digamos assim, em relação à questão da saúde. Ou não? Desculpas esfarrapadas de uma ...

Todos os dias o povo come veneno

Reproduzo artigo de João Pedro Stedile, integrante da coordenação nacional do MST, publicado no sítio da Adital: Todos os dias o povo come veneno    João Pedro Stedile O Brasil se transformou desde 2007, no maior consumidor mundial de venenos agrícolas. E na ultima safra as empresas produtoras venderam nada menos do que um bilhão de litros de venenos agrícolas. Isso representa uma media anual de 6 litros por pessoa ou 150 litros por hectare cultivado. Uma vergonha. Um indicador incomparável com a situação de nenhum outro país ou agricultura.  Há um oligopólio de produção por parte de algumas empresas transnacionais que controlam toda a produção e estimulam seu uso, como a Bayer, a Basf, Syngenta, Monsanto, Du Pont, Shell química etc. O Brasil possui a terceira maior frota mundial de aviões de pulverização agrícola. Somente esse ano foram treinados 716 novos pilotos. E a pulverização aérea é a mais contaminadora e comprometedora para toda a população. Há diversos produtos ...
Segundo levantamento do Conselho Nacional de Saúde (CNS), atualmente, dos 26 estados e o Distrito Federal, 13 não cumprem o investimento mínimo em saúde previsto pela Constituição, que é 12% da receita bruta. A pior situação é a do Rio Grande Sul, que aplica 4,37% em saúde, mas estados importantes, como Paraná, Rio e Minas Gerais, também não cumprem o dispositivo constitucional - a chamada emenda 29, ainda pendente de regulamentação no Congresso. A falta de regulamentação permite um debate em torno do que são serviços de saúde e se estão incluídos, por exemplo, investimentos em saneamento básico. Isso mostra a necessidade de regulamentar a Emenda 29 da Constituição, de forma a obrigar todos a cumprirem sua parte.

Dados sobre o aborto no Brasil

Uma em cada sete brasileiras entre 18 e 39 anos já abortou. Cerca de 80% delas têm religião, 64% são casadas e 81% são mães. É o que mostra o primeiro levantamento direto sobre o aborto no país, feito pela Universidade de Brasília (UnB) e Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero. Foram entrevistadas 2.002 mulheres: 15% declararam já ter abortado. De acordo com números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse número representa 5,3 milhões de mulheres. Um dos mitos derrubados pelo estudo é o de que abortar é mais comum em classes sociais mais baixas e entre adolescentes. “Quem aborta é a mulher comum, é sua prima, namorada ou vizinha”, afirma um dos coordenadores do estudo, o pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) Marcelo Medeiros. O aborto ocorre em todas as classes sociais mas, na maioria das vezes, em aproximadamente 35% dos casos, a mulher recebe entre dois e cinco salários mínimos. A faixa etária em que mais abortam é entre 20 e 24 anos. Cerca d...