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Mostrando postagens com o rótulo PT

Meu voto para prefeito em Belém: #Ed50, é claro

Nem precisa, porque é muito óbvio, mas faço questão de dizer em quem vou votar para prefeito de Belém, minha cidade.  Para quem não me conhece, meu nome é Fábio Fonseca de Castro, sou professor da UFPA e atuo nas áreas da comunicação, da sociologia da cultura, da antropologia e no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos.   Vou votar no professor Edmilson Rodrigues, que tem por vice-candidado o professor Edilson Moura.  Dois professores. Duas pessoas que têm uma história na defesa da educação, da cultura, de uma comunicação democrática e do desenvolvimento social.  Eu poderia falar muita coisa em favor do Edimilson e do Edilson, mas vou falar somente em relação à área que eu conheço melhor, como professor, como pessoa que defende o direito à cultura e a uma comunicação inclusiva.  De longe, de muito longe, Edmilson Rodrigues tem as melhores propostas para a cultura.   Aliás, ele é o único candidato que se preocupa, realmente, com a cultura de Belém....

Meu voto para vereadora em Belém: Antônia Salgado 13.140

Meu nome é Fábio Fonseca de Castro, sou professor da UFPA e trabalho nas áreas da cultura, da comunicação e do desenvolvimento na Amazônia. Estou aqui para dizer em quem vou votar para vereadora, em Belém e para dizer porque.  Meu voto para vereadora é Antônia Salgado, 13.140 Por que eu voto na Antônia? Por muitas razões: Primeiro, porque eu quero votar numa mulher. Quero muito mais mulheres na política.  Segundo, porque eu quero votar em alguém que tem experiência de luta nos movimentos sociais.  A Antônia tem uma história com muita experiência: é mulher afro-indígena, socióloga, e comunicadora popular, militante e ativista de muitas causas sociais.  A militância da Antônia vem de longe e está em muitas áreas.  Desde os anos 1980 que a Antônia Salgado não para: movimento das mulheres, luta pela moradia, luta contra os despejos, direitos humanos, economia solidária…  Ah, e outra coisa que acho muito importante: a Antônia Salgado foi fundadora da Rádio Com...

O PT em dia de decisão: apoiar o PSOL ou o Podemos? A hora da identidade, da pertinência, da duração e do compromisso.

O PT decide, hoje, com quem comporá chapa para a prefeitura de Belém: sendo o vice de Edmilson Rodrigues , ex-prefeito petista de Belém, hoje no PSOL, ou sendo o vice de Úrsula Vidal, que passou por inúmeros partidos e que hoje integra o Podemos, um partido cuja função política é a de hostilizar e incentivar o ódio ao PT. Apesar de tudo - tanto do óbvio como das evidências - o partido está dividido e o debate tem sido intenso. Suponho que a militância não tenha dúvidas, embora os delegados e alguns dirigentes do PT, à custa de prelibações individualistas, construirem seus argumentos. Por isso gostaria de contribuir com esse debate, muito breve e objetivamente. A primeira coisa que quero dizer é que, com todo respeito pelas pessoas que são Edmilson e Úrsula – e conheço e admiro a ambos, a nível pessoal – não se trata de escolher pessoas, mas de escolher entre perspectivas estratégicas para o PT. Trata-se de afirmar e, sobretudo – dado o contexto da campanha de ódio ao PT – confirma...

É preciso começar o ‘Fora, Bolsonaro'

Finalmente o PT decidiu apoiar o Fora Bolsonaro. Mas finalmente mesmo! Muitos estavam ficando com a sensação de que o PT estava cansado de fazer política. Ou melhor, que os dirigentes do partido haviam ficado cansados de fazer política. A justificativa de que o momento era de combater à pandemia, aprovada em resolução do Diretório Nacional do partido no último dia 9, foi aparentemente revertida, hoje, 23, com a deixa de Lula no Twitter, dizendo que “É preciso começar o ‘Fora, Bolsonaro’” É difícil entender a prudência do PT. Há argumentos a seu favor, é verdade, mas creio que eles não se justificam realmente. Dentre o que se ouviu, posso anotar as percepções de que “lutar contra a pandemia tem que ser prioridade”, “a luta contra Bolsonaro não contaria com apoio das massas”, “o momento não é agora, é preciso aguardar uma correlação de forças mais favorável”, “confrontar Bolsonaro é fazer o jogo dele de dicotomização e de vitimização”, “não há um projeto claro nem de retirada e nem de...

Lula foi solto. O que fazer agora?

Ver Lula sendo liberado da sua prisão injusta e desonesta me fez perceber que, de alguma forma, todos nós também estávamos, ao menos um pouco, presos junto com ele. E que, junto com Lula, também fomos, ao menos um pouco, libertados. Por isso, senti imensa alegria em ir ontem a noite ao mercado de São Brás e estar junto, por algumas horas, com pessoas muito queridas. Pessoas que, aliás, ficaram mais queridas de repente – na partilha dessa sensação de liberdade. Colegas, amigos antigos, companheiros de política, alunos e ex-alunos e mesmo desconhecidos. Estar junto é uma condição da política, necessária nos momentos de luta e permitida e desejada nos momentos de alivívio, superação e vitória. Porém, é preciso lembrar que Lula, de fato, ainda não está Livre. Ele foi solto. Mas ainda não está realmente Livre. E todos nós, igualmente, estamos soltos, mas não, ainda, Livres. É certo que há pessoas, instituições e fatos ainda menos Livres do que nós. As pessoas presas pela ign...

Deserção de princípios

Parte do PT apoiando a eleição de Rodrigo Maia, do DEM, para a presidência da Câmara. Outra parte apoiando o PMDB no Pará e na UFPA. Outra parte fingindo que tem candidata à prefeitura de Belém... Não há como ser complacente e autocondecendente. Essas atitudes significam um abandono da luta, uma deserção de princípios, uma imolação da coragem. Sugiro fortemente a leitura do artigo  A capitulação do PT,  de Aldo Fornazieri.

O PT ainda não entendeu que é hora de fazer rupturas

Estamos todos cansados de pragmatismo. A luta também tem que se dar no plano simbólico, porque os princípios são simbólicos. Uma das piores burrices que o PT pode fazer é apoiar, na disputa pela presidência da Câmara, um candidato de direita, como Rodrigo Maia. Devemos apoiar Erundina, nem que seja para não vencer. Quem lança Erundina é o Psol? E daí? O Psol disputa o espaço do PT? Dane-se. O que importa não é o espaço eleitoral, é o espaço político. O momento exige coerência... A coerência exige rupturas. Celso Daniel já dizia, no Congresso do PT de Recife, em 2001, que “não sairemos do modelo neoliberal sem rupturas”.

A batalha é pela identidade, a guerra é simbólica

Conclusões sobre o desabafo de ontem. O que me motivou a escrever o post de ontem , a respeito da eventualidade de novas aproximações entre PT e PMDB, foi a percepção de que o momento político exige que o PT produza mensagens claras de defesa das conquistas sociais dos seus governos e de desaprovação aos atos do governo Temer. Trata-se de uma batalha simbólica fundamental que, inclusive, dá o tom político para a militância e para os setores progressistas da sociedade que, mesmo sem pertencerem ao PT, lutam contra o governo usurpador de Temer. Assim, penso que os diretórios do partido – bem como todos os sujeitos sociais que, de algum modo, enunciam ou representam o partido – deveriam produzir mensagens extremamente claras e que não ofereçam dúvidas a respeito desses compromissos. Num momento como este é preciso, além de ter cuidado com dubiedades de sentido, enunciar as posições políticas de maneira clara e contínua. Em outros termos: do ponto de vista da batalha de sentidos e...

E o PT, hein?

O que dizer quando o Diretório estadual do PT libera a formação de alianças com o PMDB e quando libera seus militantes para permaneceram com DASs no governo Temer? Como explicar essas contradições a um militante, a um simpatizante ou mesmo a alguém que, não sendo do PT, sente respeito pelos compromissos do partido e repudia o golpe de estado em curso? Como se sabe, isso ocorreu no último sábado e é oficial: o Diretório Estadual do PT, no Pará, decidiu. Fazendo um jogo de palavras (esse recurso que infesta os documentos politicamente comprometedores) deixa de "determinar" para "orientar" os militantes ocupantes de cargos comissionados no governo golpista a pedirem sua exoneração. Em outro momento, admite e mesmo facilita a manutenção de alianças com o PMDB. Pois é. Não dá para explicar. Confesso que estou chocado e impressionado com o nível político do dessas decisões, que convertem em lixo todo o patrimônio simbólico e ético que sustenta a permanência de mu...

Hoje é dia de vir para a rua

Tem dias que valem por anos inteiros e hoje é um deles. Independentemente da chuva, hoje é dia de estar na rua para conter a marcha golpista em curso. Não é possível ficar cego ao que está acontecendo e nem temos direito de vacilar diante da necessidade de defender o estado de direito, a Constituição e a democracia. Não se trata, simples ou exclusivamente, de defender o governo Dilma ou o Partido dos Trabalhadores. Trata-se de defender a democracia e a República. Precisamos nos mobilizar para conter essa escalada de intolerância e de ódio que não hesita em se sobrepor às conquistas sociais e à democracia, ainda frágeis, mas valiosas e em nome das quais muitas pessoas morreram e sofreram. Hoje é preciso vir para a rua e resistir. Vir a rua e mostrar que não vamos nos acovardar e nem trair a nossa história. Vir para a rua e mostrar que, em caso de golpe, haverá resistência. Em Belém, concentração às 17h, na Pça da República. Na imagem: manifestantes no Pará, vindo em direção de Belé...

Sobre Delcídio Amaral e sobre corrupção

Um petista estressado, meu colega de longa data, me telefona, esperançoso de que eu acalente sua ansiedade: “Viste? E se o Delcídio sai falando qualquer coisa? Ele entrou nessa onda da delação premiada” Sintetizo minha opinião sobre a coisa e sobre o senador Delcídio Amaral: “Pois eu quero mais é que ele conte tudo o que tem para contar, inclusive que comece do começo, quando ele era filiado ao PSDB e membro da diretoria da Petrobrás”. Recordo que Delcídio Amaral é um oportunista, que entrou para o PT pouco antes das eleições de 2002 – como tantos há… e que é preciso evidenciar essa relação, essa genética política, porque falar de corrupção de forma velada, bem como temer enfrentar qualquer questão relacionada, é cinismo de direita. “Mas tu não achas que isso vai causar mais confunsão na cena política?” O petista estressado não fala confusão, fala “confunsão”. É seu peculiar. Creio que ele agrava a palavra e gosto disso. Confusão anasalada soa mais dramático, m...

Sobre o V Congresso do PT: significantes sem significado

Pois é, mais do mesmo. Me uno ao coro dos descontentes com o V Congresso do PT. Passei parte do meu domingo lendo a “Carta de Salvador”, o documento resultante, e algumas análises feitas a respeito. Não tive acesso às resoluções. Para mim, a “Carta de Salvador” soa como música progressiva, que progride num crescendo sibilante e enjoado, ponto à ponto, sem variação de ritmo. Música chata. Não sei onde ficaram aquelas análises de conjuntura, sérias e inteligentes, que o PT sabia fazer. O que mudou no capitalismo brasileiro, no padrão de acumulação de riquezas, durante o Governo Dilma? Qual o impacto desse conservadorismo canibalesco que tomou o Congresso e parte da sociedade sobre a organização social no país? Qual a estratégia possível para o combate a essa partidarização do judiciário e da Polícia Federal que estamos vendo? São perguntas quem, ao que me parece, nem se tentou responder. Significantes e significados se embaralharam. Por um lado se diz: “a nova realidade impõ...