Estamos todos cansados de pragmatismo. A luta também tem que
se dar no plano simbólico, porque os princípios são simbólicos. Uma das piores
burrices que o PT pode fazer é apoiar, na disputa pela presidência da Câmara,
um candidato de direita, como Rodrigo Maia. Devemos apoiar Erundina, nem que
seja para não vencer. Quem lança Erundina é o Psol? E daí? O Psol disputa o
espaço do PT? Dane-se. O que importa não é o espaço eleitoral, é o espaço
político. O momento exige coerência... A coerência exige rupturas. Celso Daniel
já dizia, no Congresso do PT de Recife, em 2001, que “não sairemos do modelo
neoliberal sem rupturas”.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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