Estamos todos cansados de pragmatismo. A luta também tem que
se dar no plano simbólico, porque os princípios são simbólicos. Uma das piores
burrices que o PT pode fazer é apoiar, na disputa pela presidência da Câmara,
um candidato de direita, como Rodrigo Maia. Devemos apoiar Erundina, nem que
seja para não vencer. Quem lança Erundina é o Psol? E daí? O Psol disputa o
espaço do PT? Dane-se. O que importa não é o espaço eleitoral, é o espaço
político. O momento exige coerência... A coerência exige rupturas. Celso Daniel
já dizia, no Congresso do PT de Recife, em 2001, que “não sairemos do modelo
neoliberal sem rupturas”.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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