Há um ano o Parlamento Europeu debate um pacote de reformas nas telecomunicações. Na última quinta-feira fechou-se um acordo entre o Parlamento e o Conselho de Ministros, pelo qual se garantiu avanços importantes, apesar de cair a lei que garantia o acesso à banda larga como um direito universal. Esse direito foi substitu[ido, no texto final, por um termo vago, ainda que a meio caminho do desejado - “procedimento justo e imparcial”. Os Verdes, que lideraram a batalha da européia da comunicação, consideraram o resultado uma “vitória clara”. O euro-deputado Christian Engstroem, do Partido Pirata sueco, aliado dos Verdes, também considerou a lei uma vitória. Especialmente porque ela cria condições para abrir luta contra o que está sendo chamado a “Lei dos Três Golpes”, uma lei francesa por meio do qual é criada a Hadopi, uma agência governamental encarregada de caçar os piratas, com o apoio de uma serie de juizes especiais, para cortar o acesso internet e até prender os recidivistas após a terceira ofensa. O Reino Unido anunciou na semana passada, no auge do debate no Parlamento Europeu, que também criaria uma agência similar. Três golpes significa a união entre tecnologia, esfera judicial e polícia para coibir práticas da cultura digital.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
Comentários