Começa hoje, no Rio de Janeiro, o seminário “Atingidos - I Encontro Sulamericano de Populações Afetadas por Projetos Financiados pelo BNDES". O evento, que vai até quarta-feira, dá voz às populações que sofrem com os impactos da atuação do banco nos setores de papel e celulose, etanol, hidrelétrica, mineração e pecuária. O seminário resulta de uma propoista lançada durante o Fórum Social Mundial de Belém, ocorrido em janeiro. É realizado pela Plataforma BNDES, uma articulação de mais de 20 organizações, movimentos sociais e redes que lutam pela reorientação do BNDES, clamando pelo fortalecimento do seu caráter público. O seminário será transmitido ao vivo pela internet, podendo ser assistido diretamente deste site ou dos sites de membros da Plataforma Bndes.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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