Os posts rarearam nos últimos dias porque, em meio a uma semana de muito trabalho, estive participando do congresso "Benedito Nunes, Pensador Brasileiro" promovido pelo Centro de Formação e Cultura Cristã com apoio da Unama. Segui com atenção o curso ministrado pelo professor Marco Antonio Casanova, a respeito da leitura que Benedito Nunes faz da obra de Heidegger, além de outras palestras do evento. O título do post, pescado na Eneida, faz referência a esse reencontro com a obra de Benedito Nunes e com a obra de Heidegger, meu orientador de mestrado e meu autor de cabeceira no campo da filosofia. Reabasteci minha prateleira sobre fenomenologia com uma obra de Casanova - que, aliás, fez uma seqüência fabulosa de exposições - com o "Na escola de fenomenologia", de Paul Ricoeur e com a edição em português dos "Seminários de Zollikon", de Heidegger, além, naturalmente, da reedição de "O Dorso do Tigre", do professor Benedito. Há muito tempo eu estava esperando Zollinkon aparecer. Acabei de retornar de minhas aulas extras de Teoria da Comunicação, na UFPA, último compromisso da semana e me preparo para um fim de semana sublime, com essas leituras promissoras, mal sabendo como vou conciliar o prazer de reler "O Dorso do Tigre", com minhas incursões em Zollikon.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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