Outra notícia interessante de ontem foi que Sarkozy, o presidente da França, deu posse a uma comissão cujo objetivo é identificar as áreas prioritárias que serão financiadas por um empréstimo contraído pelo país. A comissão é presidida conjuntamente por dois ex-ministros, Michel Rocard e Alan Juppé. Nunca vi governos fazerem isso. Dar a uma comissão, de mão beijada, a escolha sobre investimentos. Por que Sarkozy o fez? Pela crise, certamente. Misteriosa crise, que inspira prudência aos cautos. Porém, ainda assim, é estranho. O governo de Sarkozy tem sido lamentável do ponto de vista social: menos escola, saúde e segurança. Porém, tem feito três apostas corajosas: economia do conhecimento, competitividade das empresas e tecnologia de inovação em três setores: nanotecnologias, biotecnologias e novas energias.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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