Para Descartes, a razão é uma fonte de conhecimento autosuficiente. O conhecimento da realidade que ela produz é gerado com suas próprias forças, tal como a matemática. Por essa razão a experiência humana não serve senão como um condutor para a reflexão racional. Não é senão uma ocasião para a racionalidade. Esse pensamento reproduz uma intuição que surge com o Renascimento, pela qual se começa a acreditar que a natureza não é, como antes se pensava, uma quantidade interminável de coisas, um sistema sem leis de acontecimentos. Assim não sendo, se faz possível conhecer, descobrir, desvendar o mundo. Conhecendo seus mecanismos de funcionamento (por meio da razão), se conhece a sua complexidade. Para fazê-lo, pode-se partir de algumas poucas evidências: os axiomas, para falar sobre as demais verdades correlatas, discurso construtor de hipóteses que Descartes chamará de teorema.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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