Bom, deixem-me colocar melhor o problema que vigia, a meu ver, antes que Belluzzo falasse melhor a respeito: todos já diziam e acreditavam que uma redução da dívida pública líqüida por meio do crescimento do PIB seria o caminho pretendido pelo governo. Porém, o próprio governo acabou gerando uma instabilidade absoluta quando decidiu fazer uma espécie de engenharia contábil para engrossar o superávit primário do ano passado, a partir da capitalização da Petrobras. Não pareceu sério. Foi mancada feia. Superávit primário tem que ser legítimo, feito com base em crescimento real, e não em maquiagem. A fala de Belluzzo assegura esse caminho.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
Comentários