Iniciamos a aula com uma apresentação das perspectivas do curso. Nosso objetivo é compreender a complexidade da sociedade contemporânea, nos seus aspectos econômicos, políticos e culturais, a partir de uma reflexão sobre as formas sociais que nos envolvem. Essas “formas sociais” podem ser compreendidas como dinâmicas da modernidade. A modernidade será interpretada, ao longo do curso, como uma “forma social”. Não, necessariamente, como uma época, mas como uma forma, ou seja, uma disposição de longa duração, presente na articulação entre os indivíduos, na sua interação social e nas dinâmicas simbólicas que eles utilizam para efetivar seus elos de socialização, suas práticas de estar junto. Começaremos nossa compreensão da modernidade observando como ela é descrita pela sociologia. Nesta aula citaremos muitas vezes os primeiros grandes sociólogos, como Marx, Durkheim Weber, Tocqueville, Tönnies e Simmel. Estudaremos seus principais conceitos, como urbanização, burocratização, anomia, ideologia, proletarização, industrialização, etc. Uma observação perpassará toda a aula: a maneira como esses sociólogos interpretam o processo da modernidade, sempre, de maneira dicotômica, recorrendo, sempre a um confronto de categorias, como comunidade/sociedade, sociedade feudal/sociedade moderna, socialidade mecânica/socialidade orgânica, etc.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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