Iniciamos a aula com uma apresentação das perspectivas do curso. Nosso objetivo é compreender a complexidade da sociedade contemporânea, nos seus aspectos econômicos, políticos e culturais, a partir de uma reflexão sobre as formas sociais que nos envolvem. Essas “formas sociais” podem ser compreendidas como dinâmicas da modernidade. A modernidade será interpretada, ao longo do curso, como uma “forma social”. Não, necessariamente, como uma época, mas como uma forma, ou seja, uma disposição de longa duração, presente na articulação entre os indivíduos, na sua interação social e nas dinâmicas simbólicas que eles utilizam para efetivar seus elos de socialização, suas práticas de estar junto. Começaremos nossa compreensão da modernidade observando como ela é descrita pela sociologia. Nesta aula citaremos muitas vezes os primeiros grandes sociólogos, como Marx, Durkheim Weber, Tocqueville, Tönnies e Simmel. Estudaremos seus principais conceitos, como urbanização, burocratização, anomia, ideologia, proletarização, industrialização, etc. Uma observação perpassará toda a aula: a maneira como esses sociólogos interpretam o processo da modernidade, sempre, de maneira dicotômica, recorrendo, sempre a um confronto de categorias, como comunidade/sociedade, sociedade feudal/sociedade moderna, socialidade mecânica/socialidade orgânica, etc.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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