Não são diarios intimos ou narrações de si. Também não são a revelação de segredos escondidos ou formas de dizer o não-dito. Trata-se, sim, de lembrar o ja-dito, de reunir o que pode ser lido ou escutado alhures. São técnicas de construção do si mesmo, mas não estão baseados no egoismo tacito desse tipo de estratégia: "Tal é o objetivo dos hipomnêmata: fazer da lembrança de um logos fragmentario, transmitido pelo ensinamento, escuta ou leitura, um meio de estabelecer uma relaçõ consigo tão adequado ou perfeita quanto possivel" (M. Foucault, idem)
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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