Quebrando a linha do tempo. Mais de um mes sem dar-me noticias, ou melhor, dar noticias de mim para mim. Motivo instalação Anfão. Recupera-se meu pai, Peco aprende a nadar tout doucement, avançam meus trabalhos, pesquisa, curso, idéia, texto. Ha trinta dias estou arrumando a biblioteca, pondo em ordem os livros, as prateleiras, fotogragias, documentos, gravuras, fotocopias, objetos. Deve haver uns três mil livros e umas duas mil fotografias para limpar, catalogar, arrumar. Coisas que não eram feitas desde que minha mãe morrera, em 1996, e desde que eu saira da casa. Para gostar de livros é preciso amar o caos. E em maio a tudo isso muito trabalho, talvez excessivamente.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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