Próxima quinta-feira dou continuidade à minha participação no seminário da Professora Marina Castro sobre Arte e Sociedade, na FAZ (Faculdade de Tecnologia da Amazônia). Nestes dois encontros falo sobre o tema "Imagem e Sociedade na Amazônia". Abordarei a trajetória de um "saber visual" amazônico a partir da reverberação, no imaginario visual local, do trabalho de representação da Amazônia feito pelos naturalistas dos períodos colonial e imperial. A partir dessa proposição, discutiremos como um "saber visual" está presente na obra, mas sobretudo na reflexão, de grupos de artista importantes, como o Grupo do Utinga nos anos 1950, a geração da Escola de Arquitetura, nos anos 1960-70 e o grupo FotoAtiva, já no campo da fotografia, nos anos 1980-90. A palestra é aberta ao público, começa as 18h50 e termina às 20h20, no campus da FAZ no Colégio Santo Antônio - curso de Estética e Comunicação Visual, da Prof Marina Castro.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
Comentários
Caso essas palestras nenham sido registradas em texto, gostaria de, se possível ter acesso à elas.
Gosto desta discussão e tenho frequentado seus textos. Algo mais específico sobre imagem na Amzônia seria elucidativo.
Grato pela atenção.
Rodolfo Braga