Depois de amanhã, de 15 às 18, teremos o nosso primeiro Selminário de Sociomorfologia do ano. Não pudemos começar mais cedo em função do semestre excessivamente pesado que tivemos, marcado pela campanha pela direção do Centro de Letras e pelo início simultâneo de vários projetos do laboratório de Sociomorfologia, como o Tribos Urbanas, o RMIA (financiamento PARD) e o ISA (financiamento CNPq). Mas, enfim, recomeçamos. O Seminário de Sociomorfologia é uma atividade central do Laboratório de Sociomorfologia. Ele agrega meus 13 bolsistas, meus orientandos de TCC, especialização e mestrado, os alunos das graduações em Comunicação e em Letras, bem como da especialização Imagem e Sociedade que desejam participar. Teremos reuniões quinzenais, sempre às quintas-feiras, de 15 às 18, no auditório de Comunicação. O Seminário é aberto ao público e confere certificados de participação ao final de cada semestre letivo. Para quem se interessar, há uma pasta com o título Seminário de Sociomorfologia na Xerox do CLA dispondo os textos que serão debatidos em cada sessão. Há também um calendário das leituras e das discussões. Cada sessão começa com a apresentação do texto do dia por um dos meus bolsistas e prossegue com a discussão do mesmo, sempre buscando uma associação com os grandes temas do LabSo: representações e identificações sociais, imagem, imaginário, crise da representação, cultura pós-moderna.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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