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Harmonia chinesa

Um jornal de Hong Kong, chamado South China Mornig Port noticia que o governo chinês promulgou uma relação de 20 temas que não podem ser abordados nos jornais do país. Com o objetivo de promover um “atmosfera harminiosa na nação”. Quanto aos temas, o jornal informa que eles incluem a corrupção, a campanha anti-corrupção, ações em defesa dos direitos humanos, crimes sexuais amantes de dirigentes do Partido Comunista e o estilo aristocrático dos ricos recentes do país. Além disso, proibe-se também tratar da Revolução Cultural e da Campanha das Cem Flores, esta última um evento político de 1957 visando a repressão de intelectuais e por meio da qual se enviou 500 mil pessoas aos “campos de reeducação”. “Balzac e a costureirinha chinesa”, o livro – transformado em filme – menciona um desses campos de reeducação. Mas que o jornal o mencione tudo isso é uma hipótese, e não uma certeza. Isto porque a linguagem é cifrada, ao menos para mim, que não entendo esses textos rebuscados produzidos por civilizações avançadíssimas que costumam falar por metáforas. Além do quê, a tal campanha completará 50 anos agora em maio. E maio, enfim, é quando vai acontecer, informa o mesmo jornal, embora em outra sessão, o congresso do Partido Comunista Chinês.

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