Um jornal de Hong Kong, chamado South China Mornig Port noticia que o governo chinês promulgou uma relação de 20 temas que não podem ser abordados nos jornais do país. Com o objetivo de promover um “atmosfera harminiosa na nação”. Quanto aos temas, o jornal informa que eles incluem a corrupção, a campanha anti-corrupção, ações em defesa dos direitos humanos, crimes sexuais amantes de dirigentes do Partido Comunista e o estilo aristocrático dos ricos recentes do país. Além disso, proibe-se também tratar da Revolução Cultural e da Campanha das Cem Flores, esta última um evento político de 1957 visando a repressão de intelectuais e por meio da qual se enviou 500 mil pessoas aos “campos de reeducação”. “Balzac e a costureirinha chinesa”, o livro – transformado em filme – menciona um desses campos de reeducação. Mas que o jornal o mencione tudo isso é uma hipótese, e não uma certeza. Isto porque a linguagem é cifrada, ao menos para mim, que não entendo esses textos rebuscados produzidos por civilizações avançadíssimas que costumam falar por metáforas. Além do quê, a tal campanha completará 50 anos agora em maio. E maio, enfim, é quando vai acontecer, informa o mesmo jornal, embora em outra sessão, o congresso do Partido Comunista Chinês.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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