Então o que posso dizer a essa pobre alma que indaga sobre o que tem a haver com tudo isso é que, se ele não sabe, não o saberei eu e nem o saberemos nós. Nada temos a haver, necessariamente, aprioristicamente, ao que acontece no Irã. Mas, se as notícias do que lá está havendo nos chegam creio que sim, temos algos a haver com isso. Portanto, as manifestações no Irã são, também, uma experiência nossa. E, para além disso, se temos meios de informação que podem ser e que estão sendo usados como meios de participação nesses acontecimentos, e se temos vontade de perticipar dessas acontecimemntos por esses meios, então o evento se torna, ainda mais, pois também em outro plano, uma experiência nossa.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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