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Arqueologia da grafitagem

Foi aberta na aristocrática Fondation Cartier, em Paris, uma exposição interessante e incomum para o lugar: Grafitti Taxonomy. O projeto é o seguinte: durante quatro dias, em abril passado, foram fotografas pixações nas paredes e muros da cidade. 2.400 assinaturas foram classificadas e analisadas segundo sua tipologia e padrão. Descobriu-se que as dez letras mais comuns nessas assinaturas foram, em ordem decrescente, A,E,I,K,N,O,R,S,T, U. A partir desse trabalho, o design Even Roth encontrou e reproduziu similitudes, num trabalho de reinvenção que ele identificou como sendo uma "arqueologia":



A grafitagem possui uma dimensão ritualistica, ou neo-ritualista, que merece ser estudada com independência de juízo. Ou melhor, com independência do senso comum que lhe compreende como uma doença a ser saneada. Além disso – e independentemente de toda observação antropológica e sociológica que se lhe possa fazer – também é preciso observar a grafitagem enquanto movimento cultural e processo estético legítimo.

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