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Pinsônia

Já ouviram falar em Pinsônia? É, ou deveria ter sido, uma província do Império do Brasil. Uma província que nos concerne. Ao menos no imaginário de Cândido Mendes de Almeida (1818-1881), jornalista, políticos e escritor maranhense. Cândido Mendes produziu um ótimo Atlas do Império do Brasil, publicado em 1873. Nele, incluiu, por sua conta e risco, essa província que nunca existiu e que teria Macapá por capital. Sujeito curioso. Eu escreveria um romance sobre Pinsônia. Abaixo uma cópia do mapa. Vejam como ela destaca do Pará o Cabo Norte (hoje transformado em estado do Amapá) e toda a margem esquerda do Amazonas.

Comentários

Discordo totalmente do editor. A Capitania de Pinsônia com o nome Guiana Oriental Brasileira - 2º Distrito sempre existiu desde novembro de 1729 quando El Rei de Portugal, a pedido do Marquês de Pombal nomeou uma Comissão da Carta Geográphica composta pelos cartógrafos Diogo Soares, Antonio Enrico Galuzzi e Domingo Cappucci para reunir numa única obra cartográfica todos os levantamentos topográficos, geodésicos e geográficos do Império do Brasil. Este mapa completo de como era o Brasil no século 18 concretizou-se em 1763 e foi publicado na Obra do Historiador Adolpho Varnhagen por volta 1848.Vários estudiosos, após a comissão, contemplaram a criação da Província da Pinsônia, Araguari, Tumucumaque ou Amazonas, também prevista nos mapas holandeses do século 17 com o nome de Oyapóquia.Na verdade, ao criar o Território Federal do Amapá, o futuro Estado foi garfado nas suas melhores terras. Manuel Ayres de Cabral descreveu a Província em seu livro Corografia Brasílica de 1817, com Macapá como Capital. Estas terras nunca pertenceram, nem ao Pará, nem a Tapajós. Se os poderosos do Amapá tivessem um pingo de amor ao Estado entraram no STF para ter as suas terras de volta.

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