Pular para o conteúdo principal

As visagens da direita 7

Com esta postagem encerro a série - como disse, até que novos mitos façam as direitas urrarem , nevróticas, em seus pesadelos.
6. Mito da ausência de obras
É um velho mito das direitas acusarem as gestões de esquerda a não "terem" obras. E antes de mais nada perceba-se o verbo e como ele é usado: "terem", como se as obras fossem uma propriedade dos governos e não algo público. Isto observado, passemos ao mito, que se dá, sob essa perspectiva patrimonialista, pelo fato de que as gestões de direita não concebem, como obra, políticas sociais e políticas de infraestrutura social. As políticas de direita preferem o hospital ao posto de saúde, quando o mais importante é a política de saúde preventiva, caracterizada pelo posto de saúde. As políticas de direita preferem o elefante às formigas, porque não concebem a necessidade do trabalho que aparece menos e que é feito pelas formigas. Simples assim. Critica-se o governo Ana Júlia sob essa ótica direitista: muitos gastos com diárias? Puty esclarece a razão na sua entrevista: isso resulta de mais ação de saúde e segurança, pois 70% das diárias foram gastas nessas áreas. Poucas obras? Não! Muitas pequenas obras, nas zonas menos abastadas da Metropolitana e no interior. A imprensa direitista não vê porque não quer ver. As obras estão lá e a informação sobre elas está na mesa dos jornalistas.

Comentários

Anonymous disse…
Infelizmente tem gente que quer só olhar para palácio. Mas não compreende o que é. Precisam ver os olhos brilhares. Burrinhos olhando para palácios e vivendo em condições sub humanas... Mas não enxergam mesmo! Mas o que esperar de cegos (jornalistas e imprensa) que conduzem cegos (uma sociedade com péssimo nível em educação e desinformada).
Luíza.
Anonymous disse…
Muito bom, encerrou comn chave de ouro. Acho que um dos mais assombrados com essa visagem em especial é o Vic Pires Franco. Coitadinho...
Anonymous disse…
Espero q essa tal de Luiza não seja a pelega de direito da UFPA. Suposta amante do Puty. rsrs

Postagens mais visitadas deste blog

Conjunturas I

Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...

Solicitei meu descredenciamento do Ppgcom

Tomei ontem, junto com a professora Alda Costa, uma decisão difícil, mas necessária: solicitar nosso descredenciamento do Programa de pós-graduação em comunicação da UFPA. Há coisas que não são negociáveis, em nome do bom senso, do respeito e da ética. Para usar a expressão de Kant, tenho meus "imperativos categóricos". Não negocio com o absurdo. Reproduzo abaixo, para quem quiser ler o documento em que exponho minhas razões: Utilizamo-nos deste para informar, ao colegiado do Ppgcom, que declinamos da nossa eleição para coordená-lo. Ato contínuo, solicitamos nosso imediato descredenciamento do programa.     Se aceitamos ocupar a coordenação do programa foi para criar uma alternativa ao autoritarismo do projeto que lá está. Oferecemos nosso nome para coordená-lo com o objetivo de reverter a situação de hostilidade em relação à Faculdade de Comunicação e para estabelecer patamares de cooperação, por meio de trabalhos integrados, em grupos e projetos de pesquisa, capazes de...

A publicidade governamental do Governo Jatene, a Griffo, o jornalismo paraense...

Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha  anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene :  Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo  um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou  um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...