3 constatações:
- O PT é o mais importante partido de esquerda do mundo. É o único que apresenta uma vitalidade interna ao mesmo tempo autocrítica e democrática. Essa dimensão simbólica é ainda mais importante na conjuntura atual, em que as esquerdas mundiais, notadamente as européias, perdem terreno e parecem mergulhar numa crise programática profunda.
- O momento é particularmente denso de significados, internamente, porque, em seu 30º aniversário (que se aproxima), esta será a primeira eleição que o PT não terá Lula como candidato, com o agravante de que a candidatura de Dilma Roussef, sem nenhum demérito a seu potencial, tem um ar neófito que gera embates e dúvidas na militância e em algumas tendências internas.
- Paira em todo o partido uma sensação desagradável de que a militância vem perdendo a sua força motriz, o seu canal ideológico e que a luta interna entre as tendências tem produzido fenômenos ingratos de filiação em massa.
2 conclusões:
- Há sinais de esgotamento, ainda que eles estejam embebidos no triunfo do governo Lula.
- No fluxo dessa mudança, e justamente para consolidar a candidatura provável de Dilma Roussef, bem como para reposicionar e reanimar a militância, se faz necessário que o processo do PED seja um processo de produção de novas sínteses a respeito da experiência e dos compromissos do Partido dos Trabalhadores.
Comentários