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O debate de ontem entre os candidatos à presidência do PT nacional

Como prometi, um resumo do debate de ontem à noite, no Hangar, com os seis candidatos à presidência do PT. Foi importante a presença de todos e o debate em Belém. A metodologia, na verdade, permitiu apenas a exposição de idéias, e não o debate, propriamente dito. E mesmo as dez questões permitidas à platéia resultaram em comentários dos intervenientes e não em questões, propriamente. O resumo é o seguinte:

Geraldo Magela
Quem é: Candidato pela chapa “Movimento: Partido para Todos”. Deputado Federal por Minas gerais.
O que disse: Pouquíssimo. Basicamente que a meta o partido deve ser a conquista do terceiro mandato na presidência, com Dilma e que deve manter as alianças, respeitando as peculiaridades estaduais – no caso, citou Minas Gerais, pregando que o PT tenha candidatura própria ali, como é desejado e plausível, e não componha com Hélio Costa (PMDB).

Marcos Sokol
Quem é: Candidato pela chapa “Terra, Trabalho e Soberania”. Membro do Diretório Nacional.
O que disse: O esperado, que, respeitando as conquistas do Governo Lula, há muito a fazer, quase tudo... Cobrou coerência ao governo citando três pontos: os dados do IBGE sobre o desenvolvimento rural, aquém do necessário; a falta de apoio do governo ao projeto de lei, apoiado pela CUT e assinado por 14 deputados petistas prevendo a redução da jornada de trabalho para 40 horas e a definição, na política externa, em relação ao Haiti: como pode o Brasil (acertadamente), apoiar o governo deposto de Honduras  e apoiar o governo “depositor” no Haiti?

Serge Goulart
Quem é: Candidato pela chapa “Virar à Esquerda! Reatar com o Socialismo”.
O que disse: Que a próxima diração do PT tem por missão resgatar a Carta de Princípios da fundação do partido. Criticou a “flexibilização” da Carta, bem como a aliança com o PMDB e com o PSB. Mencionou Jader Barbalho para exemplificar essa tese. Levantou a tese do 3º mandato e sugeriu novas alianças com os movimentos sociais como fundamental para a governabilidade.

José Eduardo Cardozo
Quem é: Candidato pela chapa “Mensagem ao Partido”. Deputado Federal por São Paulo e atual Secretário-geral do PT.
O que disse: Que 2010 será um confronto muito grande e que a missão da próxima direção do PT é criar as condições para que Dilma seja eleita, para isso sendo necessário construir o arco de alianças amplo que está sendo consolidado. Também disse que o PT tem que recuperar seu papel de protagonista na elaboração de políticas públicas, uma experiência que parece estar perdendo espaço. Sugeriu que haja mais troca de experiências entre os diretórios e que sejam encontrados métodos de animar a militância.

Iriny Lopes
Quem é: Candidata da chapa “Esquerda Socialista”. Deputada Federal pelo Espírito Santo.
O que disse: Sugeriu que uma missão central da próxima direção seja a discussão sobre o papel do Estado como indutor do desenvolvimento, porque o cenário ainda é desfavorável para reformas profundas. Disse também que é preciso avançar na construção de marcos regulatórios, particularmente na comunicação e na questão da energia, além de discutir mais a fundo – e procurar – a reforma política.

José Eduardo Dutra
Quem é: Candidato pela chapa “O Partido que Muda o Brasil”.
O que disse: Que a tarefa está no desafio de enfrentar uma eleição sem o Lula como candidato. Foi o único a referir o debate atual sobre a mineradora Vale, lembrando que a penúltima vez que estivera no Pará foi em 1997, no contexto da luta contra a privatização da empresa. Comparou as situações da Vale com a da Petrobrás.

Comentários

Anonymous disse…
Também assisti esse debate. Que de debate não teve nada, mas podemos verificar que não fará diferença quem vença; a disputa é para poucos, pois para nós, militantes, é indiferente quem vai vencer. Só mesmo pela elite que já se formou no PT que vai mudar alguma coisa. os militantes estão para os dirigentes do partido como o povo brasileiro está para a sua elite. só vamos mesmo assistir. Participar mesmo, só com os glóbolos dos olhos - olhando de um lado para o outro e deixando os fiapos balançarem.
Anonymous disse…
Não pude participar. mas vi que não tem nada de novo.
Anonymous disse…
Vocês não sabem que falam, o PT é grande e prescisa sim do PED.
Olha, meu caro Humberto, concordo totalmente com os Anonimos das 23h28 e das 23h47, o PED é necessário. É necessário porque independe do momento. Pode ser considerado perigoso, neste exato momento, porque pode cindir espaços de apoio à candidatura Dilma, mas é necessário porque, como o Sokol e o Serge apontaram, o debate interno tem atrasos e recuos. De resto, não teve, mesmo, novidades. Já sabíamos de tudo que iam dizer e eles disseram tudo o que já sabíamos.

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