Gostei muito do artigo de Cláudio Puty sobre o PMDB, publicado em O Liberal de domingo. É a primeira vez que vi o governo ou PT a rebaterem essa guerrilha que o PMDB vem fazendo. E uma posição corajosa sempre chega bem, sobretudo para quem está esperando... o que, aliás, não é meu caso, que sempre achei que a consolidação da aliança entre os dois partidos é essencial, quanto "aliança tática" (bem entendido, bem entendido), para a governabilidade.
Porém, como atesta a militância petista, o conflito hamletiano do ser ou não ser, na sua falsidade, acaba sendo o conflito do é ou não é. Ou. se quisermos radicalizar as potencialidades da política crua que se faz no Pará, o conflito (perdoem-me as minhas tias-avós que ainda lêem este blog), do “nem caga, nem sai da moita”.
O PT percebe o PMDB como um aliado tático, ou seja, conjuntural. Dessa maneira, evita ataques a ele, apesar das sucessivas crises acontecidas. O governo Ana Júlia, por exemplo, em nome dessa aliança tática, não trouxe a público todas as razões de seus desentendimentos com o PMDB. Então me pergunto: e se as trouxer? E se divulgar as razões éticas, morais e administrativas que o fizeram expurgar o PMDB do espaço onde “barata não come”?
A ordem ainda não veio nem do partido e nem do governo, mas a militânia mal pode esperar para se entesar e partir para a porrada aberta contra Jáder Barbalho.
A inexistência dessa ordem, ou melhor, da autorização para partir para a porrada aberta, acabou produzindo um espaço de crescimento ao PMDB. Com isso, o PT conferiu capital político ao PMDB e não abriu carga contra ele, oportunizando ainda mais essa expansão.
Obviamente que numa situação de disputa com o “inimigo principal” do PT sendo
o PMDB, o PT terá uma grande capacidade de desconstruir o capital político do PMDB, algo que ferve na militância. O histórico de Jáder favorece essa situação e potencializa o crescimento do PT.
Aguardemos os próximos lances, para ver se a ordem será dada ou não...
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