O acordo com o Irã, mais que uma vitória da diplomacia brasileira e do governo Lula, é um evento histórico, sem paralelo na história das relações internacionais do país. Não que seja o maior evento das relações internacionais - muito longe disso - mas é um evento inédito e importante. Histórico, portanto. Em primeiro lugar, porque firma o papel do país no cenário internacional, habilitando o Brasil como interlocutor. Em segundo lugar, porque solidifica um esforço "de estado" na direção da construção de um papel político. Lula se mostra chefe de estado, e não apenas líder de um governo. FHC sonhou em sê-lo, mas não o conseguiu. Aqui, a repercussão do acordo nos jornais do mundo. Aqui, o que Dilma disse a respeito, na entrevista que hoje cedo deu à CBN.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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