Pular para o conteúdo principal

Política cultural 9: Objetivo 8 - Cultura para a comunicação

Objetivo 8 - Implementar um programa de Cultura para a Comunicação
Ação 8.1 – Retomar a execução do Programa Comunicação Cidadã
O objetivo geral do Programa é promover a comunicação social como prática de construção democrática e popular, superando sua percepção exclusiva como instrumento de marketing e propaganda. Isso seria feito por meio das seguintes sub-ações:
Sub-ação A – Oficinas de comunicação para a cidadania. Estimular o uso de veículos alternativos, populares e comunitários de comunicação, envolvendo 40 mil pessoas em oficinas e ateliês.
Sub-ação B – Treinamento avançado de comunicadores populares. Qualificar 2 mil pessoas a desenvolverem ações de comunicação alternativa, popular e comunitária.
Sub-ação C – Edital de fomento à ações de comunicação popular e comunitária. Apoiar ações de comunicação em áreas urbanas periféricas, assentamentos da reforma agrária, aldeias indígenas, populações quilombolas e comunidades ribeirinhas.
Sub-ação D – Edital Estadual de Pontos de Comunicação Livre. Em parceria com o Ministério da Cultura, implementar núcleos para a produção de conteúdo, associados ao Programa Navega Pará.
Sub-ação E – Edital de produção de conteúdo para o infocentros do Programa Navega Pará.
Ação 8.2 – Auxiliar na qualificação e na construção crítica do conteúdo da Funtelpa.
Contribuir para a reflexão sobre a função de uma televisão e rádios públicas paraenses, bem como para a superação dos paradigmas regionalistas, nativistas e patrimonialistas dessas emissoras.
Ação 8.3 – Exercer ação política, junto aos poderes legislativos e executivos nacionais constituídos visando a aceleração dos processos de democratização da comunicação. Por exemplo, através da pressão em favor da agilização do procedimento de autorização para o funcionamento de rádios comunitárias e em favor da descriminalização do movimento de rádios comunitárias.

Referências a essas propostas aprovadas na II Conferência Estadual de Cultura
  •  (Eixo I, item 1) Realizar divulgação midiática das potencialidades históricas municipais.
  • (Eixo I, item 2) Valorizar e divulgar a cultura paraense nacionalmente para que se torne patrimônio do país.
  • (Eixo I, item 3) Possibilitar o acesso de matérias municipais para divulgação via FUNTELPA e outros órgãos de comunicação estaduais.
  • (Eixo I, item 5)  Garantir espaço midiático dialógico entre as culturas tradicionais da Amazônia paraense e as culturas de massa.
  • (Eixo III, item 6) Inventariar, fomentar e potencializar todos os pontos de eco-turismo cultural dos municípios do Pará. Inclusive realizando documentários de todas as manifestações culturais existentes no estado do Pará.
  • (Eixo IV, item 5) Promover uma programação cultural televisiva em horário nobre na TV Cultura, que venha ressaltar a cultura local e a produção artístico-cultural.
  • (Eixo IV, item 8)  Fomentar a criação de rádios comunitárias.
  • (Eixo I, ações federais, item 1) Cobrar do Governo Federal (Ministério da Comunicação e Senado Federal) implantação com agilidade e concessão para meios de comunicação na Amazônia.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A publicidade governamental do Governo Jatene, a Griffo, o jornalismo paraense...

Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha  anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene :  Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo  um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou  um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...

Genocídio Yanomami: Bolsonaro não pode escapar

O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime.  Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA  mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita.  O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....

Os quatro custos de dividir territorialmente o Pará

O custo da divisão Fábio Fonseca de Castro   A notícia de que o Governo do Estado vai contratar o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão ligado a Presidência da República, para renovar seus estudos sobre a divisão do Pará colocou em pauta, novamente, o tema da criação dos estados do Tapajós e Carajás. Alguns comentários a respeito.   Penso que dividir o Pará para governar melhor é uma possibilidade, mas não a qualquer custo. E que custos são esses? Bom, eles são quatro: os quatro custos da divisão territorial. O primeiro é custo da máquina, quanto se paga para os novos estados funcionarem? O segundo é o custo social: o que se perde em termos de investimentos em saúde, educação, segurança e emprego por causa, justamente, do custo da máquina. O terceiro é o custo institucional: a competição e a guerra fiscal que vai se instalar entre os três estados remanescentes. E, porfim, o quarto é o custo federativo, a situação de desequilíbrio político gerada.   Quem p...