Está chegando às livrarias e pontos de venda meu livro sobre o imaginário social a respeito do ciclo da borracha em Belém. Chama-se "A Cidade Sebastiana. Era da Borracha, memória e melancolia numa capital da periferia da modernidade". É meu trabalho de mestrado, orientado por Benedito Nunes e defendido em 1995, na Universidade de Brasília. É um trabalho no campo da sociologia da cultura, com aporte na história cultural. Nos próximos dias falarei mais a respeito.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...

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