Excelente a entrevista do ministro
Alexandre Padilha no programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, na segunda
passada. Padilha, como se sabe, embora nascido em São Paulo, é filiado ao PT do
Pará. Alguns caciques petistas locais temem que ele desenvolva um
projeto político no estado, ocupando, naturalmente, por sua envergadura,
competência e penetração na política nacional, uma posição preponderante.
Mas... cá entre nós, que bom seria isso, não? Precisamos construir, no Pará, um PT mais
inteligente, mais coletivo e, sobretudo, mais estratégico.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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