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Etnografias visuais: Dona Quelé e seu tabuleiro na feira do Guamá


Dona Quelé e seu tabuleiro na feira do Guamá.

No ambiente da feira, utilizam-se diversos objetos da cultura material como peneiras, facas, cutelos, sacos de rede, sacos plásticos, jornais, caixas e caixotes, ganchos em forma de “esse”, patuás, garrafas, fotografias, sacolas, objetos de sorte (que afastam mau-olhado), rádios, ventiladores, produtos à venda, gambiarras elétricas, roupas, acessórios. São esses os elementos conformam a imagem que temos e fazemos da feira do Guamá. São esses elementos também que conformam uma performance de cada feirante, cada usuário da feira. É o corpo em interação que conforma uma forma social (SIMMEL, 2016; Castro, 2018) na qual pode ser organizada e intuída certa sensibilidade vivenciada na quotidianidade. São elementos que ocupam os espaços físicos, visuais, sonoros, olfativos, perceptivos da cultura material da feira, os quais interagem tanto com o sujeito que os utiliza como entre si que corrobora para a construção performática da feira. 


Por Marina Ramos Neves de Castro, pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Pará.

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