Pular para o conteúdo principal

Lançamento de As Identificações Amazônicas

Esta semana entra em circulação meu novo livro, AS IDENTIFICAÇÕES AMAZÔNICAS. Lançado pela editoria do Naea, o Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da UFPA, o livro reúne 8 capítulos que exploram diferentes perspectivas da questão identitária no espaço amazônico.

Os artigos dialogam com processos intersubjetivos de construção de sentidos identitários e com sutis questionamentos sobre as percepções hegemônicas da identidade. Partindo da compreensão de que muitas e variadas são as Amazônias, à despeito da sua representação dominante como “região”, como espaço coerente de identidade, busca-se pensar as identidades sociais como processos de bricolagem, identificações sempre em curso, em contínua invenção e reinvenção.

O livro está disponível na Amazon, em versão e-book. Em versão impressa, somente sob encomenda, enquanto durar a pandemia.
Mais informações no meu site: fabiofonsecadecastro.org ou pelo email sisamazonia@gmail.com.

No site há outros conteúdos informando sobre o livro. Segue o trailler do livro.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ariano Suassuna e os computadores

“ Dizem que eu não gosto de computadores. Eu digo que eles é que não gostam de mim. Querem ver? Fui escrever meu nome completo: Ariano Vilar Suassuna. O computador tem uma espécie de sistema que rejeita as palavras quando acha que elas estão erradas e sugere o que, no entender dele, computador, seria o certo   Pois bem, quando escrevi Ariano, ele aceitou normalmente. Quando eu escrevi Vilar, ele rejeitou e sugeriu que fosse substituída por Vilão. E quando eu escrevi Suassuna, não sei se pela quantidade de “s”, o computador rejeitou e substituiu por “Assassino”. Então, vejam, não sou eu que não gosto de computadores, eles é que não gostam de mim. ”

Considerações sobre a lei do aborto na Argentina

Não devo ter muito direito de dizer o que segue, porque minha compreensão do problema não é, senão, transcendental ao fato, considerando a elementaridade de que homens podem ter o poder, mas, jamais, terão legitimidade para dar sua opinião sobre o assunto.  Não obstante, como sou um ser opiniático e reflexivo, não me recuso a não dizer o que penso.  Falo a respeito do aborto, motivado pela legalização do mesmo na Argentina. Penso que se trata de um evento maior, desses de imensa magnitude e que faz questionar as referências hegemônicas.  Sendo muito sintético e objetivo, vou direto ao ponto: a legalização do aborto, na Argentina, é uma vitória cultural e política. É uma vitória das mulheres sobre os abusos históricos incondescendentes que a política e a cultura fazem do corpo feminino.  Dizendo de oura maneira: a legalização do aborto é uma vitória do corpo feminino sobre a política e sobre a cultura. Uma vitória do corpo feminino.  Uma vitória que se faz possível quando o corpo se f

Sobre o banimento da música instrumental da Rádio Cultura

Corre rapidamente a notícia de que a Rádio Cultura baniu a música instrumental de sua programação diária, relegando-a a programas especiais. Gostaria de dizer que me uno ao coro dos descontentes com essa decisão.   Como bem disse o Delcley Machado, a música instrumental tem uma história e uma energia forte em Belém. Tem uma tradição de qualidade e de envolvimento de públicos. Desde os anos 1920, quando iniciou a febre dos “bailes de clube” com as diversas orquestras que atuavam na cidade - dentre as quais as dos maestros Guiães de Barros, Oliveira da Paz e Marcos Drago, dentre outros, passando pelo grande maestro Alberto Mota, já nas décadas de 1940 a 60 - Belém tem um envolvimento profundo com o instrumental. Tudo isso produziu heranças valiosas. No final dos anos 1960 e começo dos 70, o grupo Sol do Meio Dia - com o baixo de Minni Paulo, Odorico na guitarra, Zé Macedo na percussão e o baterista Magro, se formou na juventude católica de Belém, com apoio do fabuloso padre Raul e suas j