Revoluções tecnológicas não produzem, necessariamente, transformações estruturais no modo de produção. Podem vir a fazê-lo, mas isso não é evidente. O que vemos a nosso redor, e de maneira mais acentuada a partir da calmaria pós-crise, é que estamos vivenciando uma profunda transformação tecnológica, que tem conseqüências objetivas sobre, pelo menos, dois aspectos da estrutura de produção da nossa sociedade: a redução do trabalho, a partir da robotização da produção e a multiplicação exponencial das ofertas de consumo. Dos anos 60 para cá vivenciamos essas duas transformações. Mais do que transformações: alterações nas forças produtivas. Porém, como dissemos, alterações produtivas e revoluções tecnológicas que não geraram mudanças estruturais no modo de produção. O trabalhador, por exemplo, foi despotencializado no seu papel político. Com ele, o movimento operário e os partidos políticos de esquerda. O Partido Comunista Italiano, por exemplo, ...
Fábio Fonseca de Castro - Fábio Horácio-Castro - fabiofonsecadecastro.org fabiohoraciocastro.com