Na aula de amanhã chegaremos a um momento que acho que vai ser bastante estimulante para vocês, em razão da proximidade temática entre esse tema e os princípios que fundam o Programa. Debateremos a teoria das representações sociais, de Serge Moscovici. Nosso objetivo é ver como uma teoria da intersubjetividade é inerente à teoria das representações sociais, apesar de não claramente abordada por esta última. Vou apresentar a vocês um panorama do desenvolvimento desse campo de estudos, revisando sua formação e seus desenvolvimentos contemporâneos. Novamente será a Ellen a encarregada de apresentar o texto do dia (SILVA, S. AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E O CAMPO SIMBÓLICO DA POLÍTICA: Um estudo da política e da identidade na vida cotidiana. Paper de pesquisa. Lisboa, Fundação C. Gulbenkian, 2004), que conforma uma introdução interessante ao universo das representações.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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