O tema da aula será a globalização. Ou melhor, a relação entre a globalização e a pós-modernidade. Faremos uma leitura bastante específica do fenômeno da globalização, ou melhor, dos diferentes fenômenos da globalização. Essa leitura está centrada na proposta metodológica de examinar as globalizações pela via de uma leitura “heteróclita”. Que vem a ser isso? Bom, uma estratégia de percepção não reducionista do fenômeno. Sugeriremos que não há um modelo de globalização, mas diversos e que eles podem ser agrupados, ao menos, em quatro categorias gerais, por meio das quais podemos nos aproximar do fenômeno. Com apoio de Souza Santos, pensaremos na diferença entre globalismos localizados e localismos globalizados. Perceberemos como o capitalismo flexível associa-se às dinâmicas de globalização e, seguindo o movimento já empregado nas aulas anteriores, tentaremos perceber a globalização à luz da experiência social híbrida presente na nossa própria vida social.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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