As consultas a este blog multiplicaram nos últimos dias - apesar de o último post ser datado de 15 de março. Isto é engraçado e ao mesmo tempo dramático! Devendo-se o fato, naturalmente, à minha nomeação para responder pela CCS, no âmbito do goveno, sinto obrigação de, mais uma vez, explicar que, neste blog, não se encontrará nenhuma referência ao meu trabalho como colaborador do governo. Repito que se trata de um blog de apoio ao meu laboratório de pesquisa na UFPA, aos meus cursos e seminários. Não seria ético e nem possível agir de outra forma. Assim, não adianta procurar por aqui informações sobre a Comunicação do governo ou sobre a Câmara de Políticas Socioculturais. Lamento pelos que não compreenderão o - digamos assim - projeto editorial deste blog, mas aqui continuo a ser apenas o pesquisador. A propósito, recupero que, como acertado com o reitor da UFPA, professor Alex Fiuza de Melo, como os demais colegas que estão ajudando no governo do estado, continuo atuando na universidade, ministrando uma disciplina, no curso de Comunicação, desenvolvendo minha pesquisa sobre mídia, identidade e emancipação social e participando de bancas. Aos que acompanham o blog porque têm interesse na Comunicação e na sociologia da cultura que aqui se faz, apenas lamento não poder estar sendo mais frequente.
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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Um grande abraço.