Não, há ainda um outro comentário a fazer sobre o trabalho de Koizumi. Diz respeito ao tema da privatização como aspecto das políticas neoliberais. Koizumi demonstrou o que nosso camarada José Raimundo Trindade, secretário de fazenda do governo Ana Júlia, teorizou numa oportunidade, meses atrás. Não é normal que eu concorde com o Zé, mas o fato é que ele tem tiradas interessantes e uma delas vai na direção da experiência de Koizumi. Disse Zé, e Koizumi demonstrou, que o verdadeiramente ruim não é a privatização dos serviços públicos, mas sim a patrimonialização dos mesmos. Ou seja, a transferência do serviço público a empresas privadas que, normalmente, possuiam uma relação com a estrutura de classe, com a estrutura política que estava ocupando o poder. Isso viu-se no Japão durante todos os anos 1990, quando a receita neo-liberal foi ali praticada e isso viu-se na experiência central e visceral do PSDB no Brasil e no Pará: a privatização servir de pretexto à patrimonialização do bem e do serviço público.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
Comentários