A novela Belo Monte ainda terá muito capítulos. Em termos dramatúrgicos, está mais para O Direito de Nascer, com seus mais de 400 capítulos, que para uma minissérie. Mas isso acaba sendo bom, porque são tantos os questionamentos não esclarecidos sobre a usina que se continua sendo fundamental ampliar o debate. A desistência repentina de duas empresas que, ontem apenas, venceram o leilão, soa como pressão para que o governo entre com mais e mais recursos no projeto. E tudo parece indicar que o governo vai acatar mais essa pressão. De fato, parece inemovível de sua disposição em aprofundar os estudos e o diálogo sobre o empreendimento, como parte da sociedade civil demanda. Aproveito o feriado para fazer algumas considerações, na série de postas que seguem.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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