A história de Belo Monte começou em 1975, com os primeiros estudos para o aproveitamento hidrelétrico do rio Xingu. Esses estudos foram realizados pelo Consórcio Nacional de Engenheiros Consultores S.A (CNEC Engenharia), empresa que fazia parte do grupo Camargo Correa, sob supervisão das Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A (Eletronorte) e de acordo com o modelo militar adotado para os grandes projetos para a Amazônia. A intenção, nesse momento, era construir um complexo de sete usinas, agrupadas sob a denominação de Complexo Hidrelétrico do Xingu, ou Complexo de Kararaô. Os foram finalizados em meados dos anos 1980, mas em 1989, diante do impacto político e midiático causado pelo 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, realizado em Altamira, Pará, o governo recuou. Esse encontrou reuniu cercxa de 3 mil pessoas, inclusive lideranças indígenas como Raoni Metuktire (cacique Kayapó), Marcos Terena e Ailton Krenak, além de figuras como o cantor Sting, centenas de ambientalistas e de jornalistas. O projeto foi adormecido durante alguns anos, sendo retomado em 1994 e revisto radicalmente, a partir do pressuposto de que as áreas indígenas fossem invadidas pelas águas. Esses novos estudos foram concluídos por volta de 2002; porém, o Ministério Público Federal conseguiu paralisar os trabalhos e impediu que o estudo de impacto ambiental fosse finalizado, mas a ação não prosperou. Em 2005, o governo Lula retomou o processo de licitação e a Eletrobras, junto com Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht, assinam acordo de cooperação para concluir os estudos de viabilidade. Em 2006 foi iniciado o processo de licenciamento ambiental prévio, que determinou várias ações de redução de impacto, incluídas no projeto. Em setembro de 2009 foram realizadas as quatro audiências públicas, número que o Ministério Público considerou insuficiente. Em fevereiro de 2010 a licença prévia foi concedida. O edital foi publicado logo no mês seguinte.
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...
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Procuradoria da República no Pará