Belo Monte está sendo construída para abastecer um setor da indústria denominado eletrointensivo. Fazem parte desse setor as mineradoras, siderúrgicas e cimenteiras. Esse setor consome cerca de 30% de toda a energia do país. As características básicas das indústrias eletrointensivas são as seguintes: elevado consumo de energia subsidiada (ou seja, pagam poucos impostos), geram poucos empregos e vivem da exportação de um produto com baixo valor agregado (não escalonam o desenvolvimento). O perfil do parque industrial brasileiro está muito concentrado nesses setores eletrointensivos. Aliás, isso pode explicar a obsessão do governo federal com Belo Monte. Às vezes dá impressão de que a usina está sendo construída apenas para satisfazer a demanda desses grupos mínero-metalúrgicos. O problema de produzir bens de baixo valor agregado e de alto conteúdo energético é que afirma um modelo de desenvolvimento que internaliza pouca renda e impulsiona pouco o desenvolvimento social.
Há alguns dias a jornalista Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha anunciava que começaria uma guerra contra a comunicação do Governo Jatene : Vamos agora jogar num rítmo novo, com algumas “surpresinhas” – ou vocês não gostam de surpresinhas, “coleguinhas”? “Coleguinhas” é um coloquialismo usado pelos jornalistas de Belém para se referirem, com cinismo, ao cinismo de seus colegas, dos quais não se costuma esperar senão o fogo amigo. Os posts começaram, em seguida, construindo um perfil de Orly Bezerra , proprietário da Griffo, a agência de publicidade responsável pelo marketing do PSDB no Pará. Hoje, Ana Célia Pinheiro publicou um post com o levantamento dos repasses de dinheiro público do Governo Jatene para a Griffo : R$ 70 milhões - e penduricalhos, como empregos a parentes. O post também questiona a idoneidade do processo licitatório que levou a Griffo a mais uma situação de dominação das contas da comunicação governamental, no Pará...
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