A economista Maria da Conceição Tavares, polemista briosa, briguenta incendiária, concedeu ótima entrevista à Globo News, esta semana, por ocasião de seu 80º aniversário. A repórter, infelizmente, tem necessidade de noções básicas de história do Brasil. Confunde Caio Prado Jr com Celso Furtado e perdeu chances de explorar temas sore os quais sabemos pouco, havendo espaço de tempo e boa vontade da entrevistada para abordá-los, dentre os quais os enlaces do regime militar com o desenvolvimentismo, a passagem de FHC ao neoliberalismo e as razões que fizeram a elite dos economistas paulistas irem atrás dele. Segue abaixo, na íntegra (tem cerca de 1 hora de duração).
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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