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A confraria do Mururé 3


Eu e meus amigos da Confraria do Mururé concordamos numa coisa: há um déficit de representação política do Pará. Essa é a mensagem passada pela votação dada ao deputado Arnaldo Jordy e à senadora Marinor Brito, tal como, aliás, eu comentei aqui, meses atrás. É um voto que vem de uma camada da população que não aceita mais uma política que seja feita como projeto de poder. Uma camada da população que, sufocada pela péssima, a bárbara administração do prefeito Duciomar Costa, mas também por uma frustração em relação a PT que governa e se elege como projeto de poder, começa a exigir um projeto diferente. O que seria um projeto diferente? Um projeto de sociedade, e não, meramente, um projeto de poder. Essa situação permite pensar que, em 2012, há forte chance de que a sociedade leve, ao segundo turno, alguém com esse perfil. Edmilson, Jordy, Marinor, algum nome assim, alguém cuja figura pública possa ser apropriada, pelo imaginário eleitoral, como alguém que tem um projeto de sociedade. De outro lado, certamente, estaria alguém que vem da política tradicional, a política que agrega por meio do comércio dos cargos, das benesses, das padrinhas. 

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