Logo mais tomo o avião para Salvador, de onde pegarei outro, em direção à bela cidade histórica de Lençóis, na chapada Diamantina. Irei participar do Sinbaianidade, um seminário nacional sobre a identidade cultural baiana, que a Universidade do Estado da Bahia está, lá, promovendo. Participarei de uma mesa denominada "A baianidade vista pela alteridade", a qual será composta, ainda, pelo caro amigo Alexandre Barbalho, de Universidade Estadual do Ceará, que falará sobre "A política cultural e a baianidade vista por um cearense" e por um pesquisador argentino cujo nome me escapa, no momento, que desenvolverá o tema “La baianidad y el problema de las identidades”. Eu vou desenvolver o seguinte tema "A baianidade vista pela amazonidade".
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
Comentários