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Commodities passarão por teste de confiança em 2012

Se alguém ler atentamente os comunicados desta semana da Dow Jones, bem como as análises do Valor Econômico, sobre o preço das commodities minerais, vai perceber que 2012 pode ser um ano difícil para o Pará.

O Governo Jatene deveria produzir um plano de enfrentamento para essa questão, porque ela impacta sobre a arrecadação e, possivelmente, sobre níveis de emprego. Eis aí uma oportunidade para exercitar um pouco de concentração sobre o setor mineral e deixar de vê-lo como se fosse um fenômeno de produção distante, que só diz respeito ao interesse da Vale e deoutras empresas mas não, diretamente, ao Estado e à sociedade.

Uma das previsões financeiras que a imprensa tem feito, a respeito de 2012, é de que as commodities deverão enfrentar um "teste de confiança" no ano que começa. Isso quer dizer, ao que parece, que os fatores que sustentaram os preços nos últimos anos - o forte crescimento dos países emergentes aliado à demanda sólida no mundo desenvolvido - estão sob pressão agora da crise da zona do euro e de sinais de uma desaceleração na China.

Uma demanda menor da Europa por importações significa uma menor atividade de exportação em países como a China, onde a atividade manufatureira mostra sinais de contração. Por sua vez, o fraco mercado imobiliário da China pode afetar o crescimento da área de construção e, consequentemente, a demanda por metais.

Os metais industriais recuaram 25% desde o final de julho, e os produtos agrícolas perderam 21% desde o final de agosto. Se a situação macroeconômica piorar, algumas commodities podem ter mais espaço para cair do que outras. Segundo dados da agência Barclays Capital, publicado no Valor Econômico, o cobre ainda está 85% acima do valor de produção, mas, por outro lado, o preço do alumínio está 22% abaixo do custo marginal da indústria. Isso já está fazendo com que alguns produtores reduzam a oferta, o que significa que o preço do alumínio pode estar perto de seu piso.

Entre as commodities agrícolas, a soja pode se beneficiar se uma área maior for direcionada para a produção de milho. A demanda pode superar a oferta em 1,2%, prevê o J.P. Morgan, primeiro déficit da soja desde 2009.

A Dow Jones anda fazendo provisões sinistras para 2012. Recentemente publicou uma relação dos fatores imprevisíveis continuarão a afetar commodities, individualmente, no ano que começa. Uma repetição do frio severo visto no último inverno no hemisfério norte pode elevar os preços dos grãos, carvão e minério de ferro. Greves em duas das maiores minas de cobre do mundo ajudaram a dar sustentação ao metal em 2011. E o petróleo continuará sendo influenciado pela geopolítica e ameaças de guerra.

Comentários

Anônimo disse…
Pra que? Se ele vai colocar a culpa primeiro: no governo passado com aquela potoca de que encontrou terra arrasada e segundo: no governo federal que segundo ele não repassa recursos, mas não é bem isso que demonstra o site da Transparência Brasil.

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