Outra pessoa querida que se vai e o exercício da memória que se postula, promete, transcende. Morreu hoje minha tia-avó Alice, muitíssimo querida e lembrada. Ficam suas saudades, que sempre me falaram de uma Belém de muitas décadas atrás, muito melhor de viver e cheia de milhares de histórias - de uma Belém empobrecida pelo pós-látex que, no entanto, era muito melhor deviver do que a Belém que tenho. De uma Belém que era preciso deixar. Deixar e partir para longe. Deixar para sobre(viver). De uma Belém sebastiana. Audentes fortuna juvat, então se dizia. Já fui colecionador das histórias da tia Alice, sempre incrivelmente espirituosas, cheias de riso, bom-humor, entre-linhas, ironias, agrumes e de frutas-de-concórdia. Saudades!
Um amigo me pergunta se acho que Lula deve ser candidato a presidente, mesmo com a prisão. Respondo que sim, porque não tem sentido ser diferente. Lula não ser candidato seria de uma deslealdade imperdoável do PT para com ele. A pergunta, na verdade, respondo ao meu amigo, é sobre quem deve ser o vice de Lula, porque quase tão certo como Lula ser o candidato do PT, é a possibilidade de que a justiça eleitoral casse a sua candidatura, sendo lógico, nesse caso, que seu vice assuma a cabeça de chapa. E, como sabemos como o bloco golpista joga, eles provavelmente farão isso o mais tarde possível, procurando inviabilizar que o PT chegue ao segundo turno. Nesse cenário, a tendência é que o PT venha com uma chapa “puro-sangue”. Provavelmente com Haddad para vice. Eventualmente com Jacques Wagner ou Patrus Ananias e, um pouco menos provavelmente, com Celso Amorim. Meu amigo, que não é do PT, viu claros sinais de que Lula, naqueles momentos heróicos antes da prisão, te...

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