O mundo vai desabando, a ignorância vai dominando e o fascismo vai grassando no país. Tinha vontade de estar falando, escrevendo, de/sobre tudo isso que está acontecendo, mas falta tempo. Mal tenho tempo para avançar na minha pesquisa – e no que, em segredo, escrevo, reescrevo, transcrevo, contrescrevo – e são tantas as formalidades, as burocracias e as admoestações de tanta gente escrota que fica atrapalhando, em vez de construir em conjunto que o último tempo que sobra, e quando sobra, é que é o tempo de falar, dizer, escrever o que penso sobre o que se passa, sobre essa política caótica, essas vozes conservadoras que vão aparecendo e falando e construindo esse lugar comum que converge para ser o fim, o fim da democracia, o golpe, o vazio e o silêncio. Quase não dá tempo de chegar lá, de dizer alguma coisa, refalar, redizer o que penso…Tudo segue muito rápido. A ignorância tem suas urgências. Mas uns dias de folga, que julho permite, ajudam a retomar o fôlego. Não para descançar – quem dera… Para redizer. Pararretomar o fio da meada e rescrever o hupomnemata. Só para dizer, meu caro amigo, que a coisa aqui tá preta.
A série de posts que seguem só serve para mostrar e explorar os sintomas da ascenção do fascismo no Brasil…
O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime. Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita. O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....
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