Pular para o conteúdo principal

130 anos da promulgação da primeira Constituição republicana brasileira: Com a atual já "eram" 7!

Mas o que ela fez e o que ela não fez? 

Bom, algumas notas a seu respeito. 

Promulgada a 6 de fevereiro de 1891, 15 meses após a derrubada de d. Pedro II, foi praticamente imposta pelos militares, dando ao Congresso apenas 3 meses para discutir um texto que já veio montado. 130 Anos da 1a Constituição republicana. Cabe lembrar que os militares, que deram o golpe da República, estrupiaram a Constituinte. Dificultaram a eleição dos seus adversários monarquistas, parlamentaristas e opositores do federalismo. 

O que ela mudou? Em síntese: 1) descentralizou o poder, dando muito mais força para as províncias (agora “estados”); 2) Extinguiu o Poder Moderador, exercido pelo imperador e sinônimo da centralização do poder e da autocracia; 3) Substituiu o sistema parlamentarista pelo presidencialismo. 

Obra de 2 grupos de pressão: o Apostado Positivista e a Igreja Católica. Mudanças: separação Igreja/Estado, casamento religioso perdeu validade, o Estado deixou de pagar o salário dos padres. Bem, a igreja não fez tanta pressão assim... 

Outras mudanças: o Senado deixou de ser vitalício, o STF ganhou umas funções, mais alguns ganharam direito ao voto. Mas nenhuma palavra sobre a situação dos antigos escravizados, libertados sem qualquer compensação ou apoio. 

Só mais um registro: cabe lembrar da apaixonada defesa do voto dos analfabetos, dos antigos escravos e dos indígenas, feita pelo constituinte paraense Lauro Sodré e que escandalizou muita gente. E que, claro, não foi aprovada...

Comentários

Unknown disse…
Fala de qual mundo Paralelo?

Postagens mais visitadas deste blog

Solicitei meu descredenciamento do Ppgcom

Tomei ontem, junto com a professora Alda Costa, uma decisão difícil, mas necessária: solicitar nosso descredenciamento do Programa de pós-graduação em comunicação da UFPA. Há coisas que não são negociáveis, em nome do bom senso, do respeito e da ética. Para usar a expressão de Kant, tenho meus "imperativos categóricos". Não negocio com o absurdo. Reproduzo abaixo, para quem quiser ler o documento em que exponho minhas razões: Utilizamo-nos deste para informar, ao colegiado do Ppgcom, que declinamos da nossa eleição para coordená-lo. Ato contínuo, solicitamos nosso imediato descredenciamento do programa.     Se aceitamos ocupar a coordenação do programa foi para criar uma alternativa ao autoritarismo do projeto que lá está. Oferecemos nosso nome para coordená-lo com o objetivo de reverter a situação de hostilidade em relação à Faculdade de Comunicação e para estabelecer patamares de cooperação, por meio de trabalhos integrados, em grupos e projetos de pesquisa, capazes de...

Eleições para a reitoria da UFPA continuam muito mal

O Conselho Universitário (Consun) da UFPA foi repentinamente convocado, ontem, para uma reunião extraordinária que tem por objetivo discutir o processo eleitoral da sucessão do Prof. Carlos Maneschy na Reitoria. Todos sabemos que a razão disso é a renúncia do Reitor para disputar um cargo público – motivo legítimo, sem dúvida alguma, mas que lança a UFPA num momento de turbulência em ano que já está exaustivo em função dos semestres acumulados pela greve. Acho muito interessante quando a universidade fornece quadros para a política. Há experiências boas e más nesse sentido, mas de qualquer forma isso é muito importante e saudável. Penso, igualmente, que o Prof. Maneschy tem condições muito boas para realizar uma disputa de alto nível e, sendo eleito, ser um excelente prefeito ou parlamentar – não estou ainda bem informado a respeito de qual cargo pretende disputar. Não obstante, em minha compreensão, não é correto submeter a agenda da UFPA à agenda de um projeto específico. A de...

Genocídio Yanomami: Bolsonaro não pode escapar

O mundo está estarrecido com com o genocídio Yanomami. As imagens chocantes atravessam o planeta e atestam o que todos já sabiam: houve genocídio. E não há como Jair Bolsonaro não ser imputado por esse crime.  Dados obtidos pela plataforma SUMAÚMA  mostram que, durante o governo Bolsonaro, o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% no território Yanomami. Foram 570 crianças mortas, em 4 anos, por doenças que têm tratamento. E isso pode não ser tudo, porque o conjunto das terras indígenas em território brasileiro sofreu, ainda de acordo com o Suamúma, um verdadeiro apagão estatístico durante o governo de extrema direita.  O legado de Bolsonaro é um dos mais aviltantes da história do Brasil. Não é de hoje que as terras Yanomami, onde vivem quase 30 mil pessoas indígenas, são agredidas pela especulação do garimpo ilegal, da pecuária ou da cultura do arroz, mas nunca se viu um apoio tão grande do Estado brasileiro a essas atividades....