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Resposta ao Blog do Estado

O post sobre o caso Élida Braz, de sexta-feira, rendeu acalentado debate, sobretudo via Twitter. Gostei particularmente de um comentário feito via blog do Estado: " Para ser jornalista não precisa ser formado como o  @ hupomnemata . Fábio Castro quer ser o juiz do jornalismo paraense" . Não posso deixar de dar uma resposta, e aqui vai: Talvez não para ser jornalista, mas certamente para ser juiz... Ademais, não quero sê-lo, ao menos na medida em que alguns jornalistas o querem...

Jáder (Hamlet) Barbalho

Gostei muito do artigo de Cláudio Puty sobre o PMDB, publicado em O Liberal de domingo. É a primeira vez que vi o governo ou PT a rebaterem essa guerrilha que o PMDB vem fazendo. E uma posição corajosa sempre chega bem, sobretudo para quem está esperando... o que, aliás, não é meu caso, que sempre achei que a consolidação da aliança entre os dois partidos é essencial, quanto "aliança tática" (bem entendido, bem entendido), para a governabilidade. Porém, como atesta a militância petista, o conflito hamletiano do ser ou não ser, na sua falsidade, acaba sendo o conflito do é ou não é.  Ou. se quisermos radicalizar as potencialidades da política crua que se faz no Pará, o conflito (perdoem-me as minhas tias-avós que ainda lêem este blog), do “nem caga, nem sai da moita”. O PT percebe o PMDB como um aliado tático, ou seja, conjuntural. Dessa maneira, evita ataques a ele, apesar das sucessivas crises acontecidas. O governo Ana Júlia, por exemplo, em nome dessa aliança tática, não ...

All I need is love...

A integração pan-amazônica

Esta semana participei do seminário "A integração sul-americana e os desafios políticos e sócio-ambientais da Pan-Amazônia", promovido pela Fundação Perseu Abramo (FPA), juntamente com o PT, a CUT, o Conselho Nacional de Seringueiros (CNS) e a instituição alemã Friedrich Ebert Stiftung (FES). O objetivo do seminário é subsidiar o programa de governo do PT, tanto da candidatura Dilma como das diversas candidaturas aos governos estaduais amazônicos. O evento reuniu especialistas de todos os países amazônicos em torno de temas comuns, com destaque para a integração pan-amazônica, a esse respeito, fiz a seguintes notas: A questão da integração pan-amazônica não se faz sem a construção de uma utopia pan-amazônica. Essa utopia não existe. Sua existência é impedida pela ausência de debates, de contato e de contágio de idéias. Também a impede a obsessão com o nacionalismo dos países latino-americanos. Ao que penso, enquanto não se superar esses afetos nacionalistas não haverá integra...

Entrevista de Stédile

Reproduzo alguns trechos da entrevista de João Pedro Stedile, da coordenação nacional do MST, concedida a Conceição Lemes, do sítio Viomundo: Quem teme a reforma agrária A reforma agrária é uma ameaça, de fato, somente aos 50 mil proprietários com mais de 1.000 hectares que concentram 146 milhões de hectares (43% das terras agricultáveis). Eles representam 1% dos proprietários e devem se preocupar. Sobre a Folha de São Paulo A Folha é mais fofoqueiro e costuma se dedicar à pequena política. São fofocas de salão. Acredita que pode alterar a luta de classes com factóides. Investe em fofocas para tentar criar contradições vazias entre o nosso movimento e o governo federal, ignorando a situação dos trabalhadores rurais e a lentidão para a criação de assentamentos. (...) O sonho do seu proprietário é ser um intelectual respeitado, mas não passa de um pequeno-burguês lambe botas dos grandes interesses da burguesia. Sobre Globo e o Jornal Nacional São manipuladores contumazes. Conseguem un...
"A integração sul-americana e os desafios políticos e sócio-ambientais da Pan-Amazônia", promovido pela Fundação Perseu Abramo (FPA), juntamente com o PT, a CUT, o Conselho Nacional de Seringueiros (CNS) e a instituição alemã Friedrich Ebert Stiftung (FES). O objetivo do seminário é subsidiar o programa de governo do PT, tanto da candidatura Dilma como das diversas candidaturas aos governos estaduais amazônicos.

Lembrando o 17 de abril

Uma síntese do 17 de abril, para lembrar e para não esquecer. Via Viomundo. 17 de abril de 1996. Cerca de 1.500 famílias de trabalhadores rurais sem-terra estão acampadas há mais de um mês no município de Eldorado dos Carajás, sul do Pará. Reivindicam a desapropriação de terras, principalmente as da Fazenda Macaxeira. Como não são atendidas, em 10 de abril, iniciam a “Caminhada pela Reforma Agrária”, rumo a Belém, a capital, para sensibilizar as autoridades. No dia 16, montam acampamento próximo à cidade de Eldorado dos Carajás, interditam a estrada (no km 96 da rodovia PA-150) e exigem alimentos e transporte. Às 20h, o major que negocia com lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) garante que as reivindicações seriam levadas às autoridades estaduais e federais competentes. Um acordo é fechado. Mas no dia 17, às 11h, um tenente da Polícia Militar (PM) comunica uma contra-ordem: nenhuma reivindicação seria atendida, nem a mesmo a doação de alimentos. Duas tropas ...
Um  artigo de Richard Pérez-Peña , no New York Times, discute o gradual movimento dos principais sites jornalísticos norte-americanos em direção, senão a uma proibição da participação anônima, pelo menos em direção a uma política de gradual valorização do comentário autoral plenamente assumido. O Washington Post já declarou que tem planos para, durante os próximos meses, introduzir políticas que valorizem a participação autoral. Via JGol.

O caso Elida Braz

Essa celeuma que criaram em torno da nomeação de Elida Braz a um cargo de assessoria especial mostra duas coisas: 1) o preconceito e a arrogância das elites paraenses e 2) a disposição da mídia conservadora e autoritária do Pará, aí incluídos os blogs, a apelar para a falsa polêmica na disputa eleitoral em curso. Preconceito e arrogância porque produziram um julgamento sumário sobre a pessoa, como se houvesse alguma indignidade na sua atividade profissional, seja como DJ, seja como artista. Eu falo artista, mas sem demérito algum podem dizer dançarina, porque é a mesma coisa. Não interessou saber se a moça tem uma vida civil, uma atividade política, uma militância, como de fato tem. Interessou, apenas, considerar sua nomeação como um escândalo. Uma apelação. Mesquinha e ignorante. Selvagem. Desrespeitosa. Da forma como foi tratada por jornais e blogs não havia, ali, notícia, apenas julgamento moral. E, por trás, os que chamam isso de jornalismo. Trata-se de julgamento sumário e moral, ...

Como os paraenses vêem o Brasil

Já viram por aí, certamente, o mapa que mostra como paulistas, cariocas e mineiros vêem o Brasil. Abaico, o mapa que mostra como nós, paraenses, vemos do Brasil:

Como os paraenses vêem o Brasil

Já viram por aí, certamente, o mapa que mostra como paulistas, cariocas e mineiros vêem o Brasil. Abaico, o mapa que mostra como nós, paraenses, vemos do Brasil:

Eyjafjallajokull

A mídia tem se referido a ele como "um vulcão da Islândia". Não a culpo, porque seu nome é impronunciável: Eyjafjallajokull. Ainda mais porque, descobri, a pronúncia parece ignorar cada uma das letras que estão aí escritas. Ouça aqui como se diz seu nome . Porém, não deixa de ser uma pena deixar de dar a notícia completa, haja vista a confusão que esse vulcão anda fazendo. O The Guardian publicou uma ótima infografia de como suas nuvens estão se espalhando pela Europa.

A provado substitutivo da PEC da cultura

A comissão especial que analisa a proposta de criação do Sistema Nacional de Cultura (PEC 416/05) aprovou nesta quarta-feira o substitutivo do deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) ao texto. A principal modificação foi a inclusão de dispositivo que prevê a ampliação progressiva dos recursos para a cultura nos orçamentos públicos. De autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a PEC segue para votação em dois turnos no plenário. De acordo com o relator, o texto está em harmonia com um conjunto de propostas que já foram aprovadas ou estão em tramitação no Congresso, como o PL 6835/06 ( Plano Nacional de Cultura), o PL 5798/09 ( Vale-Cultura), e a PEC 150/03, que vincula recursos orçamentários à cultura. Esta última está pronta para ser votada em plenário e obriga a União a destinar 2% de seu orçamento ao setor; os estados, pelo menos 1,5%; e os municípios, no mínimo 1%. Via Site do PT

Comunicação, Cultura e Artes

O Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC), da Universidade do Algarve, acabou de lançar o livro “Nas Margens: Ensaios sobre Teatro, Cinema e Meios Digitais”. O livro cruza cultura, arte e comunicação e resulta do I Simpósio Internacional em Comunicação, Cultura e Artes, realizado pela mesma instituição em abril de 2009. A organização é da professora Gabriela Borges. Lisboa: Gradiva, 214 p. Custa 14 € e dá para procurar na internet.

10 mandamentos para melhorar a democracia

Via o sítio Carta Maior, um artigo do economista Ladislau Dowbor propondo uma nova versão dos Dez Mandamentos. Na prática, um conjunto de medidas já experimentadas para melhorar a qualidade de vida e da democracia: Os Dez Mandamentos Como sociedade, desejamos não somente sobreviver, mas viver com qualidade de vida, e porque não, com felicidade. E isto implica elencarmos de forma ordenada os resultados mínimos a serem atingidos, com os processos decisórios correspondentes. Os Mandamentos abaixo elencados têm um denominador comum: todos já foram experimentados e estão sendo aplicados em diversas regiões do mundo, setores ou instâncias de atividade. São iniciativas que deram certo, e cuja generalização, com as devidas adaptações e flexibilidade em função da diversidade planetária, é hoje viável. Não temos a ilusão relativamente à distância entre a realidade política de hoje e as medidas sistematizadas abaixo. Mas pareceu-nos essencial, de toda forma, elencar de forma organizada as med...

Governo recua na banda larga

As últimas notícias que, de Brasília, dão conta sobre a banda larga nacional, confirmam que o governo acabará desistindo da criação de uma superestatal para massificar a internet rápida no Brasil em favor da Oi. A Telebrás faria apenas a operação no atacado, oferecendo capacidade de transmissão de dados a empresas privadas. A Oi cobraria R$ 35 pelos serviços de internet rápida daqueles clientes que já têm uma linha telefônica da empresa e R$ 45 nos locais onde as ligações ainda tiverem de ser feitas. A velocidade oferecida seria de 600 quilobits por segundo (kbps). É pouco e é caro. Esse serviço deveria ser público e gratuito. Porém, o pior é que a proposta da Oi demanda duas contrapartidas do governo: a liberação de recursos dos fundos setoriais das telecomunicações, o Fust, e eventual desoneração tributária. As empresas de telefonia sonham em usar o dinheiro do Fust para ampliar seus negócios. Pensamos que esses recursos deveriam ser utilizados na promoção de ações de comunicação que...

Os atingidos pela Vale

Está acontecendo o I Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale . De início, o evento reafirma o que todo mundo já sabe: que a Vale atua com desrespeito social e ambiental. Mas seu mérito maior é divulgar informações sobre lutas coetâneas, que estão acontecendo meio que por todo o planeta e, assim, afinar as armas e as disposições. Por exemplo, os trabalhadores da Vale Inco, no Canadá, que estão há nove meses em greve contra a empresa.