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Crises e crises

Uma das vítimas da crise econômica foi a própria teoria econômica, ou, mais precisamente, a macroeconomia. Quem diz é a última edição de The Economist. Vejam só. O texto cita Paul Krugman, nobel de economia 2008 que, polemicamente, afirmou que a macroeconomia, nos últimos 30 anos, foi na melhor das hipóteses inútil. E, na pior delas, prejudicial. Krugman também diz que é necessário que o macro inclua no seu inventário de análise o elemento “finanças”, e que o contrário também aconteça. Eis uma lição preciosa: não se governa com números se os números não são verdadeiros e nem precisos. Tem que haver uma correlação, as finanças públicas têm que compreender o Estado, o político, o real e o projeto.

Comentários

Anonymous disse…
E desta confirma-se uma suspeita de alguns anos atrás. O FMI, pautado nessa teoria macroeconomica afundou a Argentina. e há sim uma vitima terrivel desta crise a Islândia
Anonymous disse…
Fábio,

A macro já incluiu a dimensão financeira faz mais de 30 anos, é só dar uma olhada nos textos do Hyman Minsky.

O problema do Krugma e da turma ortodoxa da qual ele faz parte (Novos Keynesianos) é que os caras não admitem a pluralidade, isso faz com que se recusem a dialogar com os macroeconomistas Pós-Keynesianos.

A última edição do livro do Mynsky, publicada ano passado no EUa vem com uma citação do The Wall Street Journal:

"Hyman Minsky spent much of his career advancing the idea that financial systems are inherently susceptible to bouts of speculation that, is they last long enough, end in crises... Indeed, the Minsky Moment has become a catch phrase on the Wall Street."

Depois da leitura do Mynsky, uma visita a Jean Kregel e Paul Davidson poderiam ajudar a entender que a macroeconomia não se resume aos ensinamentos ortodoxos.

Vigo, vulgo Almereyda

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